Caboclos

CABOCLOS

Originalmente, a palavra Caboclo significa mestiço de Branco com Índio mas, na percepção umbandista, refere-se aos indígenas que em épocas remotas habitaram diversas partes do planeta, como civilizações aparentemente primitivas, mas na realidade de grande sabedoria. Espíritos que, embora em sua encarnações tenham vivido em outros países, identificam-se espiritualmente na vibração dos Caboclos, como por exemplo, os índios Americanos, os Astecas, os Maias, os Incas e demais indígenas que povoaram a América do Sul. Falar em Caboclos na Umbanda, é fazer menção a todos eles que, com denominações diversas, atuam em nossos terreiros e que, com humildade, como muito bem recomenda a espiritualidade, omitem detalhes referentes às suas vidas quando encarnados. Na Umbanda os Caboclos constituem uma falange e, como tal, penetram em todas as linhas, atuando em diversas virações. Entretanto, cada um deles tem uma vibração originária, que pode ser ou não aquela em que ele atua. Antigamente existia a concepção de que todo Caboclo seria um Oxóssi, ou seja, viria sob a vibração deste Orixá. Porêm em nossa percepção, compreendemos que Caboclos diferentes, possuem Vibrações Originais Diferentes, podendo se apresentar sob a Vibração de Ogum, de Xangô, de Oxóssi ou Omulu. Já as Caboclas, podem se apresentar sob as Vibrações de Iemanjá, de Oxum, de Iansã ou de Nanã. Não há necessidade da Vibração do Caboclo-guia, coincidir com a do Orixá dono da coroa do médium: o guia pode ser, por exemplo, de Ogum, e atuar em um sensitivo que é filho de Oxóssi; apenas neste caso, a entidade, embora sendo de Ogum, assimilará a vibração de Oxóssi.

Os nomes usados pelas entidades espirituais, que apresentam-se como Caboclos, na Umbanda podem ser nomes indígenas de pessoas, como por exemplo: Cabocla Jurema ou podem ser referências a tribos ou troncos linguísticos, como Tupinambá. Podem ainda referir-se a nomes simbólicos, usados na Umbanda, como: Caboclo do Sol. Outro fato que deve ser percebido é que alguns nomes de Caboclos, podem ser usados por falanges que vêm na vibração de dois ou mais Orixás, como por exemplo, o nome Cobra Coral, que é encontrado na vibração de Xangô ( mais comumente) e também na vibração de Oxóssi. Estarei atualizando a lista com mais nomes, após novas pesquisas.

CABOCLOS DE OGUM:

Águia Branca, Águia Dourada, Pena Vermelha, Sete Espadas, Espada Flamejante, Sete lanças, Tabajara, Tamoio, Tucuruvú, Sete Ondas, Sete Caminhos, Sete Matas, Rompe Fogo, Caboclo Pantera Negra, Tupuruplata, Akuan, Rompe Nuvem, Caboclo Apeiara, Araribóia, Icaraí, Rompe Ferro, Beira Mar, Caiçara, Caboclo Goitacá, Ipojucan,Itapoã, Águia Solitária, Caboclo Kaluanã, Jaguarê, Ubirajara, Rompe Aço, Caboclo Beira Mar, Caboclo Ogum Iara, Caboclo Ogum Megê, Caboclo Ogum Matinata, Caboclo Guarani, Caboclo Ogum Naruê, Caboclo Ogum das Matas, Caboclo Apecatu, Caboclo Ogum Beira Rio, Caboclo Ogum de Lei, Caboclo Ogum de Ronda, Caboclo Ibiajara, Caboclo Guaçu, Caboclo Goitacá, Caboclo Apuana, Caboclo Tibiriçá.

CABOCLOS DE XANGÔ

Caboclo Sete Pedreiras, Caboclo Sete Cachoeiras, Caboclo Sete Pedras, Caboclo Sete Montanhas, Caboclo Cachoerinha, Caboclo Treme Terra, Caboclo Tupã, Cobra Coral, Caboclo Itapema,Itapoã, Caramuru, Itamirim, Urubatã da Guia, Treme Terra, Araúna, Cajá, Caboclo do Sol, Itapitinga, Itaqui, Ubiratã, Itajaí, Caboclo Guaritá, Juparã Mirim, Caboclo Itatiba,Caboclo Quebra, Itapeva, Caboclo Giguaçu, Pedra, Caboclo Itaimbé, Guará, Caboclo Itaum, Caboclo Itajubá,Sete Trovões, caboclo Arranca-Toco, Pedra Preta, Caboclo Itapoã, Pedra Rôxa, Caboclo da Pedreira, Caboclo do Trovão, Itapema, Caboclo Cachoeira, Caboclo Gira Mundo, Caboclo Cubatão, Itapitinga, Caboclo Apuã, Caboclo Voturantim, Caboclo Guairá, Caboclo Itaúna, Caboclo Itabira,Caboclo Itambé, Caboclo Anajé, Caboclo Itatiba, Caboclo Itagi, Caboclo Anajé, Caboclo Itaguaçu,

CABOCLOS DE OXÓSSI

Sete Encruzilhadas, Mata Vírgem, Sete Flechas, Arruda, Pena Branca, Tupaíba, Tupiara, Aimoré, Tupinambá, Rompe Folha, Aracambé, Sete Matas, Junco Verde, Folha Verde, Apuava, Japiassú, Paraguassu, Asema, Pena Verde, Caboclo Jibóia, Pena Azul, Flecheiro, Caçador, Antã, Pena Dourada, Ubá, Caboclo da Lua, Apué, Caboclo da Mata, Anhaguera, Guarani, Guandú, Arapuí, Serra Azul, Sete Serras, Tapuia, Apuama, Flecha Dourada, Caboclo Uirapara, Caboclo Aymoré, Caboclo Lírio Branco, Uiba uí, Caboclo Tira-Teima, Caboclo Cipó, Caboclo Rôxo, Caboclo Jibóia, Caboclo Ubirajara, Caboclo Ubiracy, Caboclo Jiquitáia,Águia da Mata, Flecheiro do Fogo, Caboclo Apuama, Caboclo Jaguaruna, Caboclo Caiuá, Apoena, Caboclo Guarapari, caboclo Toriba,

CABOCLOS DE OXALÁ

Caboclo Urubatão da Guia, Caboclo Araguacy, Caboclo Ibaté, Caboclo Mauá, Caboclo Ubirajara, Caboclo Guaratinguetá, Caboclo Eté, Caboclo Jurandir, Caboclo Ventania, Caboclo Tamandaré, Caboclo Apoema, Caboclo Iandé, Caboclo Iaé, Caboclo Uanã, Caboclo Jaçanã, Caboclo Yacamim, Caboclo Ibaretama, Caboclo Cuera,Uaçaiçú, Caboclo Araguaci, Caboclo Anhaguá, Caboclo Inaiê, Caboclo Taiguara, Caboclo Yakecan, Caboclo Uirá,

CABOCLAS DE OXÓSSI

Cabocla Jurema,Cabocla Jacira, Cabocla Flor de Lís, Cabocla Flor da Mata, Cabocla da Mata, Cabocla da Lua, Cabocla Lírio Branco, Cabocla Angatú, Cabocla Sete Flechas, Cabocla Sete Estrelas, Cabocla Samambáia, Cabocla Jandira, Cabocla Capotira, Cabocla Indaiá,

CABOCLAS DE IANSÃ

Cabocla Raio de Luar, Cabocla Jussara, Cabocla Raio de Luz, Cabocla Raio de Sol, Cabocla Bartira, Cabocla Potira,Cabocla Cabocla do Vento, Cabocla Iacina, Cabocla Japotira, Cabocla da Chuva, Cabocla da Pedreira, Cabocla dos Raios, Cabocla Amanaiara, Cabocla Atiaia, Cabocla Amanacy, Cabocla do Trovão, Cabocla das Folhas, Cabocla Sete Raios, Cabocla Tempestade, Cabocla Amanara, Cabocla Tainá, Cabocla Amanacy, Cabocla Iaciara,

CABOCLAS DE IEMANJÁ

Cabocla da Praia, Cabocla das Ondas, Cabocla Janaína,Cabocla Aci, Cabocla Guaraciaba, Cabocla Sete Ondas, abocla Imerim, Cabocla Jaciaba, Cabocla do Mar, Cabocla Estrela do Mar, Cabocla Juracy, Cabocla Ayrumã, Cabocla Jaciema, Apenunga, CABOCLAS DE OXUM Cabocla da Cachoeira, Cabocla Assucena, Cabocla Yara, Cabocla do Rio, Cabocla do Sol, Cabocla Irani, Cabocla Saçuena, Inauê, Imaiá,Cabocla Igapira, Cabocla dos Lírios, Cabocla Jupira, Cabocla Jaci, Cabocla Iracema, Cabocla Iraí, Cabocla Iaciara, Cabocla Ibotira,

CABOCLOS E CABOCLAS

São entidades, espíritos de índios brasileiros e Sul Americanos, que

trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros, nos ensinando a

amar ao próximo e a natureza, são entidades que tem como missão

principal o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da fé, pois

é através da fé que tudo se consegue. Usam em seus trabalhos ervas

que são passadas para banhos de limpeza e chás para a parte física,

ajudam na vida material com trabalhos de magia positiva, que limpam a

nossa áura e proporcionam uma energia de força que irá nos auxiliar

para que consigamos o objetivo que desejamos, não existe trabalhos de

magia que possam lhe dar empregos e favores, isso não é verdade, o

trabalho que eles desenvolvem é o de encorajar o nosso espírito e

prepará-lo para que nós consigamos o nosso objetivo. A magia praticada

pêlos espíritos de caboclos e pretos velhos é sempre positiva.

Nos seus trabalhos de magia costumam usar

pembas, várias cores imantados na energia de cada Orixá,

velas, essências, flores, ervas, frutas, charutos e incensos.

Quando fazemos um trabalho para uma entidade de Umbanda e colocamos algum prato de comida, como pôr exemplo espigas de milho cozidas com mel, esta comida não é para o Caboclo comer, espíritos não precisam de comida,

o alimento que esta ali depositado, serve como alimento espiritual, isto

é, a energia que emana daquela comida e transmutada e utilizada para

o trabalho de magia a favor do consulente, da mesma forma o charuto

que a entidade esta fumando é usado para limpeza, do consulente

através da fumaça e das orações que estas entidades fazem no

momento da limpeza, são os chamados passes de Umbanda. Muitas

vezes a Umbanda é criticada e chamada de baixo espiritismo, pois seus

guias fumam e bebem, mais estas críticas se devem a uma falta de

conhecimento da magia ritual que a Umbanda pratica, desde o início,

com tanta maestria e poder, e sempre o fará para o bem de todos.

São os nossos amados Caboclos os legítimos representantes da Umbanda, eles se dividem em diversas tribos, de diversos lugares formando aldeias, eles vem de todos os lugares para nos trazer paz e saúde, pois através de seus passes, de suas ervas santas conseguem curar diversos males materiais e espirituais.

A sessão de caboclos é muito alegre, lembra as festas da tribo. Eles cantam em volta do axé da casa como se estivessem em volta da fogueira sagrada, como faziam em suas aldeias. Tudo para os caboclos é motivo de festa como casamento, batizado, dia de caçar, reconhecimento de mais um guerreiro, a volta de uma caçada.

ONDE MORAM OS CABOCLOS?

Muitos já ouviram falar que os Caboclos quando se despedem do terreiro, onde atuam incorporados em seus médiuns, dizem que vão para a cidade de Juremá. Outros falam subir para o Humaitá, e assim por diante.

Os Caboclos não voltam para as florestas como ordinariamente voltam os que lá habitam e vivem como “almas penadas”, eles vivem agrupados em cidades no espaço, segundo a faixa vibracional de atuação, junto a psico-esfera da Terra onde chamam de Aruanda . São verdadeiras cidades onde se cumpre o mandato que Oxalá assim determinou, colaborando com a humanidade. A mata é o local de Força dos Caboclos, onde fazemos nossos rituais, colocamos nossas oferendas ,para nos revitalizamos e equilibrarmos espiritualmente junto a natureza.

ONDE TRABALHAM OS CABOCLOS

Os caboclos não trabalham somente nos terreiros como alguns pensam. Eles prestam serviços também ao Kardecismo, nas chamadas sessões de “mesa branca”. No panorama espiritual rente à Terra predominam espíritos ociosos, atrasados, desordeiros, semelhantes aos nossos marginais encarnados. Estes ainda respeitam a força. Os índios, que são fortíssimos, mas de almas simples, generosas e serviçais, são utilizados pelos espíritos de luzpara resguardarem a sua tarefa da agressão e da bagunça. São também utilizados pelos guias, nos casos de desobsessão pois, pegam o obsessor contumaz, impertinente e teimoso, “prendendo-o” em sua tremenda força magnética e levando-o para outra região.

Seus “brados”, que fazem parte de uma linguagem comum entre eles, representam quase uma “senha” entre eles. Cumprimentos e despedidas são feitas usando esses sons.

Costumamos dizer que as diferenças entre eles estão nos lugares que eles dizem pertencer. Dando como origem ou habitat natural, assim podemos ter:

Caboclos Da Mata– Esses viveram mais próximos da civilização ou tiveram contato com elas.

Caboclos Da Mata Virgem– Esses viveram mais interiorizados nas matas, sem nenhum contato com outros povos.

Assim vários caboclos se acoplam dentro dessa divisão.

Torna-se de grande importância conhecermos esses detalhes para compreendermos porque alguns falam mais explicados que outros. Mais ainda existe as particularidades de cada um, que permitem diferenciarmos um dos outros.

A primeira é a “especialidade” de cada um, são elas: curandeiros, rezadeiros, guerreiros, os que cultivavam a terra (agricultores), parteiras, entre outros.

A segunda é diferença criada pela irradiação que os rege. É o Orixá para quem eles trabalham.

Quando falamos na personalidade de um caboclo ou de qualquer outro guia, estamos nos referindo a sua forma de trabalho.

A “personalidade” de um caboclo se dá pela junção de sua “origem”, “especialidade” e irradiação que o rege.

OKÊ CABOCLO!!!

As Guias Conhecidas também como “Cordão de Santo”, “Colar de Santo” ou “Fio de Contas”. São ritualisticamente preparadas, ou seja, imantadas, de acordo com a tônica vibracional de quem as irá utilizar (médium e entidade), e conforme o objetivo a que se destinam. São compostas de certo numero de elementos (contas de cristal ou louça, búzios, Lágrimas de Nossa Senhora, dentes, palha da costa, etc..), distribuídos em um fio (de Aço ou Náilon) ou linha de pescar, obedecendo a uma numeralogia especifica e uma cromologia adequada, ou ainda, de acordo com as determinações de uma entidade em particular. Utilizadas como um colar, durante um trabalho espiritual (p/ Ex. Gira de trabalho), pela entidade incorporada, tem função de servir como ponto de atração (Imã) e identificação da vibração principal e/ou falange em particular, atuante naquele trabalho, e tambem como elemento facilitador da sintonia e isolamento mental (contra vibrações negativas ou estranhas ao trabalho), para o médium incorporado. Alguns procedimentos devem sempre ser observados, no tocante ao uso e confecção das guias:

1. São elementos ritualísticos pessoais, individuais e intransferíveis, devendo ser confeccionadas, manipuladas e utilizadas somente pelo médium a quem se destinam.

2. Deve-se observar que cada indivíduo e cada ambiente, possuem um campo magnético e uma tônica vibracional próprios e individual (tanto positivo quanto negativo). A confecção ou manipulação das guias por outras pessoas, ou ainda, seu uso, em ambientes ou situações negativas ou discordantes com o trabalho espiritual, fatalmente acarretará uma “contaminação” ou interferência vibracional.

3. Como elemento de atração e isolamento, funcionam como um tipo de “Para-Raios”, atraindo para si, toda (ou quase) a carga negativa ou estranha ao médium, isolando-o até certo ponto. No entanto, as guias irão permanecer “carregadas” , até serem devidamente “limpas”.

4. Excepcionalmente, podem ser utilizadas pelo médium, para “puxar” uma determinada vibração, de forma a lhe proporcionar alivio em seus momentos de aflição. Nestes casos, 10 a 15 minutos de uso são suficientes.

5. Em qualquer dos casos, a guia ira proporcionar uma interferência no campo magnético do médium. Dependendo da situação ou circunstância, poderá ate mesmo causar-lhe um certo desconforto aparente ou mal-estar, devido a um aceleramento de sua Faixa Vibratória.

6. A Utilização indiscriminada de guias cruzadas, ou seja, aquelas confeccionadas de forma a atrair 2 ou mais falanges ou vibrações, pode comprometer desfavoravelmente um trabalho, visto que, a vibração atuante é manipulada pelas entidades, de acordo com o objetivo a ser alcançado. O mais adequado é confeccionar guias separadas, que poderão ser utilizadas em conjunto, quando e caso, a necessidade se apresentar.

7. Mesmo durante um trabalho espiritual ou ritualístico, notadamente antes de uma incorporação, o uso indiscriminado de diversas guias ao mesmo tempo, poderá prejudicar a sintonia do médium, uma vez que, diversas falanges poderão ser atraídas ao mesmo tempo.

8. Apenas em casos muito raros e excepcionais, podem ser utilizadas em outra pessoa, como forma a favorece-la com uma vibração positiva específica (notadamente em relação a saúde), observando-se contudo o cuidado de ao retira-las, limpa-las adequadamente antes de serem reutilizadas pelo médium.

9. Pelos motivos expostos, o uso de guias pertencentes ou recebidas de outras pessoas, é uma pratica normalmente desaconselhável a um médium.

10. Como vimos, as guias são elementos ritualísticos muito sérios e como tal que devem ser respeitados e cuidados. Seu uso, deve se restringir ao trabalho espiritual, ao ambiente cerimonial (terreiro) e aos momentos de extrema necessidade por parte do médium. Utilizar a guia em ambientes ou situações dissonantes com o trabalho espiritual, ou por mera vaidade e exibicionismo, é no mínimo um desrespeito para com a vibração a qual representam.

CAMINHO…

“Sim, seu caminho é a Umbanda enquanto você valorizar a experiência espiritual com os Orixás, Guias e Mensageiros do Astral que se desdobram em muitas formas para te auxiliar. Seu caminho é e sempre será a Umbanda, enquanto você acender uma vela e sentir que ela fala contigo, enquanto você escutar o som do atabaque e seu corpo aquecer num compasso de vibrações e arrepios, enquanto você sentir o aroma das ervas transmutadas em fumaça ao contato com a brasa incandescente e for acometido da sensação de estar sendo transportado para outro lugar, a Umbanda continuará sendo seu caminho enquanto o brado dos Caboclos te arrepiar, o silêncio dos Pretos Velhos te emocionar, o gracejo dos Baianos te alegrar, a sinceridade dos Exus te curvar, a simpatia das Pomba Giras te atrair e a ciranda dos Erês te relembrar que, apesar dos pesares, o mais importante é não perder a pureza das crianças. Sim, seu lugar é no Templo que frequenta, enquanto os espíritos regentes ainda forem referências de aprendizado, enquanto você sentir saudade ao final de cada gira, enquanto os objetivos espirituais e materiais também forem os seus objetivos, enquanto o sentimento de irmandade não se dissipar facilmente em momentos de atritos e conflitos naturais, enquanto você preservar o respeito e lealdade ao seu Sacerdote .” – Sr. Caboclo Tupinambá

SER MÉDIUM:

Um Previlégio que traz Responsabilidade! O médium necessita dar boa condição à incorporação de seus Guias através da sua formação moral, de bons pensamentos e boas atitudes. A vida nos dá oportunidades diariamente para revelarmos essas condições: com os amigos, com os vizinhos, com os familiares e até com os inimigos, pois precisamos contar até dez antes de respondermos a uma ofensa. Normalmente dizemos: “Eu não aturo desaforos”, quando deveria ser dado ao desafeto, uma palavra boa, um bom pensamento, isso quase ninguém faz. Até os animais sentem a energia de um pensamento positivo, pois só o amor é capaz de abrandar as feras. Se não houver no médium esse sentido de amor universal, nunca será um bom médium. Poderá ser pontual no trabalho, mas é duvidoso dizer que o espírito que dele se aproxima seja um espírito de luz, pois poderá ser um espírito terra-a-terra igual a ele. Umbanda não é só o trabalho de Terreiro e existe muita coisa que se faz e que só pode ser ensinado aos médiuns que já estejam preparados e em condições para receber, do contrário seria o mesmo que colocar uma arma nas mãos de quem não sabe manejá-la. Uma Entidade não pode transferir seus conhecimentos sem que haja muita segurança. O grande obstáculo à aquisição dessa segurança é a vaidade. Grande parcela de médiuns querem ser “os tais”, procurando terreiros onde eles possam “aparecer”; isso é muito perigoso. “O médium precisa ser amparado, orientado e lapidado. Mas como se pode preparar totalmente um médium se o mesmo não tem condições morais para tal? Como se pode dar conhecimentos mágicos a um médium que tem ódio no coração, que não conhece o perdão, que não sabe amar? Na parte material, os médiuns têm o direito e dever de expor os problemas, de dizer honestamente aquilo que não estão gostando, que não está certo procurando esclarecimento. Pois isso é uma crítica honesta, leal e construtiva. Mas a crítica que se faz nos bastidores, têm o sentido de destruir. Muito mais honesto é falar de frente do que criticar negativamente, às ocultas. Quanto à parte espiritual, não se pode aceitar que os médiuns venham a se destruir, que um ache que o outro é negativo, que é fraco. Isso é amor? Isso é fraternidade?” Se quiserem vencer dentro de um grupo mediúnico é através da união, da fraternidade e do amor. E mais: — O médium deve zelar pelo seu procedimento moral e também pela higiene do seu corpo que seu Guia irá utilizar. — Há banhos que os médiuns em desenvolvimento necessitam tomar. São forças que são atraídas para fortalecer a mediunidade. É a parte externa. A parte interna é a formação do sentimento, do caráter. — Há necessidade de se atrair as forças da natureza através dos Orixás. Mas é difícil fazer isso isoladamente se o médium não tiver a consciência desperta para a vida espiritual. – É preferível que os trabalhos sejam feitos em grupo comandados por quem tenha condições para tal. — Não adianta fazer feitiço sem ser feiticeiro. Feiticeiro é quem sabe usar a força mental. Refere-se aqui ao mago branco e a magia das forças positivas da natureza. A outra magia que existe, não vale a pena aprender. — Não é correndo de um terreiro para outro que o médium aumenta sua espiritualidade. É o sentimento de dever cumprido do médium para consigo mesmo e para com o seus Guias. Dê o contingente de valor aos seus Guias, procure elevar-se cada vez mais para que eles possam utilizá-lo como aparelho, para o bem do seu próximo! — O médium consciente ouve e percebe que o que vai falar não é seu, que há uma inspiração dentro dele, uma força que o dirige. Ele é apenas um veículo dessa força. — Acreditamos que nossas ações devam ter como princípios: PUREZA — A busca da Verdade HUMILDADE — O fim das vaidades e personalismos SIMPLICIDADE — Tentar levar ajuda a todos (Universalismo) “Enquanto o aprendiz da sabedoria avança para diante, traçando sendas iluminadas de acesso ao Infinito, o estudante vadio coagula as sombras, ao redor do degrau em que a vida o situa, demorando-se na estagnação da ignorância.”

Se é verdade que realmente colhemos o que plantamos…
Plante a paz, cultive o amor e a simplicidade, e sua árvore dará frutos bons, depois saia por aí e destribua as sementes.
Porque tudo que é bom deve ser compartilhado.

Sabedoria de preto velho.

“A ingratidão é um dos frutos mais imediatos do egoísmo; revolta sempre os corações honestos.”

Vovó Maria Rosa fumegava seu pito e batia seu pé ao som da curimba enquanto observava o terreiro, onde os cambonos movimentavam-se atendendo aos pretos velhos e aos consulentes.
Mandingueira, acostumada a enfrentar de tudo um pouco nos trabalhos de magia, sabia perfeitamente como o mal agia tentando
disseminar o esforço do bem.
Sob variadas formas, as trevas vagavam por ali também.
Alguns em busca de socorro; outros, mal-intencionados, debochavam dos trabalhadores da luz. Muitos chegavam grudados no corpo das pessoas, qual parasitas sugando sua vitalidade.
Outros, por sobre seus ombros, arqueando e causando dores nos hospedeiros, ou amarrados nos tornozelos, arrastavam-se com
gemidos de dor. Fora os tantos que eram barrados pela guarda do local, ainda na porta do terreiro e que, lá de fora, esbravejavam palavrões.
Da mesma forma, o movimento dos exus e outros falangeiros se fazia intenso no lado astral do ambiente, para que, dentro do
merecimento de cada espírito, pudessem ser encaminhados.
Uma senhora com ares de madame se aproximou da preta velha para receber atendimento. Vinha arrastando uma perna que mantinha enfaixada.
– Saravá, filha – falou Vovó Maria Rosa, enquanto desinfetava o campo magnético da mulher com um galho verde, além de soprar
a fumaça do palheiro em direção ao seu abdome, o que fez com que a mulher demonstrasse nojo em sua fisionomia.
Fingindo ignorar, a preta velha, cantarolando, continuou a sua limpeza. Riscando um ponto com sua pemba no chão do terreiro,
pediu que a mulher colocasse sobre ele a perna ferida.
“Será que não vai pedir o que tenho?”, pensou a mulher, já arrependida por estar ali naquele lugar desagradável. “Vou sair
daqui impregnada por estes cheiros!”
Vovó Maria Rosa sorriu, pois captara o pensamento da mulher, mas preferiu ignorar tudo isso. O que a mulher não sabia era a
gravidade real do seu caso, ou seja, aquilo que não aparecia no físico. Se ela pudesse ver o que estava causando a dor e o
inchaço na perna, aí sim, certamente ficaria muito enojada. Na contraparte energética, abundavam larvas que se abasteciam da
vitalidade do que já era uma enorme ferida e que breve irromperia também no físico.
Além disso, uma entidade espiritual, em quase total deformação, mantinha-se algemada à sua perna, nutrindo, assim, essas
larvas astrais. Para qualquer neófito, aquilo mais parecia um cadáver retirado da tumba mortal, inclusive pelo mau cheiro que
exalava.
Com a destreza de um mago, a preta velha sabia como desvincular e transmutar toda essa parafernália de energias densas,
libertando e socorrendo a entidade escravizada a ela.
Feitos os devidos “curativos” no corpo energético da mulher, Vovó Maria, que à visão dos encarnados não fez mais que um
benzimento com ervas e algumas baforadas de palheiro, dirigiu-se agora com voz firme à consulente:
– Preta Velha até aqui ouviu calada o que a filha pensou a respeito do seu trabalho. Agora preciso abrir minhas tramelas e puxar sua orelha.
Ouvindo isso, a mulher afastou-se um pouco da entidade, assustada com a possibilidade de que ela viesse mesmo a lhe puxar a orelha.
“Escutou o que pensei? Ah, essa é boa. Ela está blefando comigo.”, pensou novamente a mulher.
– Se a madame não acredita em nosso trabalho, por que veio aqui buscar ajuda? Filha, não estamos aqui enganando ninguém.
Procuramos fazer o que é possível, dentro do merecimento de cada um.
– É que me recomendaram vir me benzer, mas eu não gosto muito dessas coisas…
– …e só veio porque está desesperada de dor e a medicina não lhe deu alento, não foi filha? – complementou a preta velha.
– Os médicos querem drenar a perna e eu fiquei com medo, pois nos exames não aparece nada, mas a dor estava insuportável.
– Estava? Por quê, a dor já acalmou?
– É, agora acalmou, parece que minha perna está amortecida.
– E está mesmo, eu fiz um curativo.
A mulher, olhando a perna e não vendo curativo nenhum, já estava pronta para emitir um pensamento de desconfiança quando a
preta velha interferiu:
– Vá para sua casa, filha, e amanhã bem cedo colha uma rosa do seu jardim, ainda com orvalho, e lave a sua perna com ela, na
água corrente. Ao meio-dia o inchaço vai sumir e sua perna estará curada.
Não ousando mais desconfiar, ela agradeceu e já estava saindo quando a preta velha a chamou e disse:
– Não se esqueça de pagar a promessa que fez pra Sinhá Maria, antes dela morrer…
Arregalando os olhos, a mulher quase enfartou e tratou de sair daquele lugar imediatamente.
O cambono, que a tudo assistia calado, não agüentando a curiosidade perguntou que promessa foi essa.
– Meu menino, o que nós escondemos dos homens fica gravado no mundo dos espíritos. Essa filha, herdeira de um carma bastante
pesado por ter sido dona de escravos em vida passada e, principalmente, por tê-los ferido a ferro e fogo, imprimindo sua
marca na panturrilha dos negros, recebeu nesta encarnação, como sua fiel cozinheira, uma negra chamada Sinhá Maria.
Esse espírito mantinha laços de carinho profundo pela madame desde o tempo da escravidão, quando foi sua “Bá” e, por isso,
única poupada de suas maldades. Nessa encarnação, juntaram-se novamente no intuito de que a bondosa negra pudesse despertar
na mulher um pouco de humildade, para que esta tivesse a oportunidade de ressarcir os débitos, diante da necessidade que
surgiria de auxiliar alguém envolvido na trama cármica.
Sinhá Maria, acometida de deficiência respiratória, antes de desencarnar solicitou à sua patroa que, na sua falta, assistisse
seu esposo, que era paraplégico, faltando-lhe as duas pernas.
Deixou para isso todas as suas economias de anos a fio de trabalho e só lhe pediu que mantivesse com isso a alimentação e os
medicamentos. Mas na primeira vez que ela foi até a favela onde morava o homem, desistiu da ajuda, pois aquele não era o seu
“palco”. Tratou logo de ajustar uma vizinha do barraco, dando-lhe todo o dinheiro que Sinhá havia deixado, com a promessa de
cuidar do pobre homem. Não é preciso dizer que rumo tomaram as economias da pobre negra; em pouco tempo, para evitar que ele
morresse à míngua, a Assistência Social o internou em asilo público. Lá ele aguarda sua amada para buscá-lo, tirando-o do
sofrimento do corpo físico. Nenhuma visita, nenhum cuidado especial. A madame se havia “esquecido” da promessa. Eu só fiz
lembrá-la para que não tenha que voltar aqui com as duas pernas inválidas. A Lei só nos cobra o que é de direito, mas ela é
infalível. Quanto mais atrasamos o pagamento de nossas dívidas, maiores elas ficam. Por isso, camboninho, negra velha sempre
diz para os filhos que a caridade é moeda valiosa que todos possuímos, mas que poucos de nós usam. Se não acordamos sozinhos, na hora exata a vida liga o “desperta-dor” e, às vezes, acordamos assustados com a barulheira que ele faz… eh, eh, eh…
Entendeu, meu menino?
– Sim, minha mãe. Lembrei que tenho de visitar meu avô que está no asilo…
Sorrindo e balançando a cabeça a bondosa preta velha falou com seus botões:
– Nega véia matô dois coelhos com uma cajadada só… eh, eh…
E, batendo o pé no chão, fumando seu pito e cantarolando, prosseguiu ela, socorrendo e curando até que, junto aos demais,

voltou para as bandas de Aruanda.

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VIBRAÇÕES DE PRETO VELHOs

 

VIBRAÇÕES DE PRETO VELHOs

Quando falamos em Preto Velho, nos vem à mente quatro palavras básicas: calma, sabedoria, humildade e caridade. Voltando no tempo, durante o período colonial brasileiro, as grandes potencias européias da época subjugaram e escravizaram negros vindos de diversas nações africanas, transformando-os em mercadorias, seres sem alma, apenas objetos de venda de trabalho. Nesse mercado, os traficantes negreiros costumavam se utilizar de maneiras diversas para conseguir arrebanhar sua “mercadoria”: chegavam surpreendendo a todos na tribo, separavam, é claro, sempre os mais jovens e fortes. Costumavam buscar os negros nas regiões Oeste, Centro-Oeste, Nordeste e Sul da África. Trocavam por outras mercadorias, como espelhos, facas e bebidas, os que eram cativos oriundos de tribos vencidas em guerra e trazendo como escravos os que eram vencidos. No Brasil, em principio os escravos negros chegaram pelo Nordeste; mais tarde, também pelo Rio de Janeiro. Os primeiros a chegarem foram os Bantos, Cabindos, Sudaneses, Iorubas, Minas e Malés. Para a África, o trafico negreiro custou caro: em quatro séculos foram escravizados e mortos cerca de 75 MILHÕES de pessoas, basicamente a parte mais selecionada da população. Esses negros, que foram brutalmente arrancados de sua terra, separados de suas famílias, passando por terríveis privações, trabalharam quase que ininterruptamente nas grandes fazendas de açúcar da colônia. O trabalho era tão árduo, que um negro escravo no Brasil não chegava a durar dez anos. Em troca de tanto esforço, nada recebiam, a não serem trapos para se vestir e pão para comer, quando não eram terrivelmente açoitados nos troncos pelas tentativas de fuga e insubordinação aos senhores. Muitas vezes, reagiam a tudo suicidando-se, evitando a reprodução, matando feitores, capitães-do-mato e senhores de engenho. O que restava ao negro africano escravo no Brasil era sua fé, e era em seus cultos que ela resistia, como um ritual de liberdade, protesto a reação contra a opressão do branco. As danças e cânticos eram a única forma que tinham para extravasar e aliviar a dor da escravidão. Mas, apesar de toda a revolta, havia também os que se adaptavam mais facilmente à nova situação. Esses recebiam tratamento diferenciado e exerciam tarefas como reprodutores, caldeireiros ou carpinteiros. Também trabalhavam na Casa Grande, eram os chamados “escravos domésticos”. Outros, ainda, conquistavam a alforria através de seus senhores ou das leis (Sexagenário, Ventre Livre e Lei Áurea). Com isso, foram pouco a pouco conseguindo envelhecer e constituir seu culto aos Orixás e antepassados, tornando-se referencia para mais jovens, ensinando-lhes os costumes da Mãe África. Assim, através do sincretismo, conseguiram preservar sua cultura e religião. ATUAÇÃO DOS PRETOS VELHOS Esses são os Pretos Velhos da Umbanda, que em suas giras nos terreiros representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referencia para aqueles que os procuram, curando, ensinando e educando, aos encarnados e desencarnados necessitados de luz e de um caminho a trilhar. Um Preto Velho representa a humildade, jamais demonstrando qualquer tipo de sentimento de vingança contra as atrocidades e humilhações sofridas no passado. Pretos Velhos ajudam a todos, independente de cor, sexo ou religião. Em sua totalidade, não se pode afirmar que as entidades que se apresentam nas giras são os mesmos Pretos Velhos escravos. Muitos passaram por ciclos reencarnatórios e podem ter sido em suas vidas anteriores médicos ou filósofos, ricos ou pobres, e, para cumprir sua missão espiritual e ajudar aos necessitados, escolheram incorporar a forma de Pretos Velhos. Outros, nem negros foram, mas também escolheram essa forma de apresentação.(grifo nosso) Muitos podem estar perguntando: “Mas então os Pretos Velhos não Pretos Velhos?”. A explicação é simples: todo espírito que já alcançou determinado grau de evolução tem a capacidade de descer sob qualquer forma passada, pois é energia pura, a forma é apenas uma conseqüência da missão que vem cumprir na Terra. Podem também, em locais diferentes, se apresentarem como médicos, Caboclos ou até Exu, depende do trabalho a que vêm realizar. Em alguns casos, se tiverem autorização, eles mesmos nos dizem quem são. MENSAGENS DE PRETO VELHO A principal cararacterística de um Preto Velho é a de conselheiro; para alguns, são como psicólogos, amigos e confidentes, para outros, são os que lutam contra o mal com suas mirongas, banhos de ervas, pontos riscados, sempre protegidos pelos Exus de Lei. A figura de um Preto Velho representa a paciência e a calma que todos sempre devemos ter para evoluir espiritualmente, essa é a sua principal mensagem. Certas pessoa costumam procurar um Preto Velho apenas para resolver problemas materiais, usando os trabalhos na Umbanda para beneficio próprio, esquecendo de ajudar ao próximo. Quanto a isso, esses maravilhosos Espíritos de Luz deixam sempre uma importante lição, a de que essas pessoas, preocupadas apenas consigo próprias, são escravas do próprio egoísmo, mas sempre procuram ajudá-las brincando de “pedir obrigações”. Mas em meio a essas pessoas, sempre haverá os que podem ser aproveitados, que em pouco tempo vestirão suas roupas brancas, descalçarão seus pés e farão parte dos trabalhos de caridade do terreiro. Essa é a sabedoria do Preto Velho, saber lapidar o que há de bom em cada um de nós. Pretos Velhos levam a força de Zambi a todos que buscam aprender a encontrar sua fé, sem julgar ou colocar pecado em ninguém, mostrando que somente o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, poderá mudar sua vida e seu processo de ciclos reencarnatórios, aliviando os sofrimentos cármicos e elevando o espírito. Assim fortalecem a todos espiritualmente, aliviando o peso do fardo de cada um, e cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente, de acordo com a forma de encarar os acontecimentos de sua vida: “Cada um colhe o que plantou. Se plantares vento, colherás tempestade. Mas, se entender que lutando poderá transformar seu sofrimento em alegria, verá que deve tomar consciência de seu passado, aprendendo com os erros, galgando o crescimento e a felicidade futura. Nunca seja egoísta, sempre passe aos outros aquilo que aprende. Tudo que receber de graça, deverá dar também de graça. Só na fé, no amor e na caridade, poderá encontrar seu caminho interior, a luz e Deus” (Pai Cipriano) APRESENTAÇÃO DA ENTIDADE O termo “Velho, Vovô e Vovó, são usados para mostrar sua experiência, pois, quando pensamos em alguém mais velho, entendemos que este já viveu muito mais tempo do que nós, com coisas para nos passar e historias para nos contar através de sua longa experiência. No mundo espiritual isso é bastante parecido, e a característica da entidade Preto Velho é sempre o conselho. Suas vestes são bem simples e não necessitam de muitos apetrechos para trabalhar, apenas da concentração e atenção de seu médium durante a consulta. Costumam usar cachimbo, lenços, toalhas e algumas vezes fumo de corda ou cigarro de palha. Sua incorporação não necessita de dançar ou pular muito. A vibração começa com um “peso” nas costas, fazendo com que o médium incline o corpo para frente, sempre com os pés bem fixos no chão. Andam apenas para as saudações ao Atabaque, Conga e Babalorixá. Atendem sentados praticando sua caridade. Raras às vezes alguns mantêm-se em pé. Sua simplicidade se manifesta em sua maneira de ser e de falar, sempre usando um vocabulário simples. A maneira carregada com que falam é para mostrar que são bastante antigos. A Linha de Preto Velho possui suas características gerais, mas cada médium tem uma coroa diferente, determinando as diferenças entre os Pretos Velhos. As diferenças ocorrem porque cada Preto Velho trabalha em nome de um Orixá, utilizando a essência de cada força da natureza em sua atividade. Essas diferenças são facilmente percebidas na forma de incorporação.

Retirado da Revista Espiritual de Umbanda (Edição Especial 1 Editora Escala)- Pesquisa e texto: Virgínia Rodrigues

 

 

OS PRETOS VELHOS

O Preto-Velho é uma entidade cultuada nas religiões afro-brasileiras, sendo espíritos de velhos africanos (homens e mulheres) que viveram nas senzalas maioritariamente como escravos e morreram de velhice. Na Umbanda estas entidades apresentam-se estereotipadas: são anciãos negros, com o cachimbo na mão, grandes sábios, conhecedores da ervas e sua manipulação, bem como da magia divina. No Cadomblé, são considerados Eguns (almas desencarnadas). Na Umbanda, os Pretos-Velhos são homenageados no dia 13 de Maio, dia da abolição da escravatura, dia em que foi assinada a Lei Áurea. O Preto-Velho é fruto de circunstâncias únicas que existiram no Brasil, sendo a mais carismática entidade dos terreiros de Umbanda. Os escravos eram trazidos de África para o Brasil, e após a sua chegada pouco tempo sobreviviam. As árduas condições de vida, má alimentação, muito trabalho, falta de salubridade, resultavam numa média de vida de sete anos. Alguns conseguem sobreviver e alcançar uma idade avançada, e assim surge a figura deste escravo “Preto-Velho”, que personifica o patriarca da raça, com cabelos brancos, experiência de vida e uma enorme sapiência. O “Preto-Velho” é então o sábio que deve ser consultado, o sábio que deve ser ouvido, é aquele a quem se recorre quando se procura um conselho e uma orientação. O Preto-Velho é uma entidade marcada pela tolerância, pela caridade e simplicidade, pelo amor ao seu semelhante. OS PRETOS-VELHOS NOS TRABALHOS ESPIRITUAIS DE UMBANDA: Nos trabalhos espirituais os médiuns incorporam entidades com diversos níveis de evolução, níveis evolutivos esses que se dividem em 3: AS CRIANÇAS: São chamadas de eres ou ibejis. Representam a pureza e a inocência. OS CABOCLOS: Nestes incluem-se os boiadeiros, caboclos e caboclas. Representam a força e a coragem. Apresentam a forma de um adulto. OS PRETOS VELHOS: Nestes se incluem os tios e tias, pais e mães, avôs e avós, todos na sua forma idosa, que representa o conhecimento e sabedoria, a fé. NOMES DE ALGUNS PRETOS-VELHOS: Os Pretos-Velhos podem apresentar-se como Tio, Tia, Pai, Mãe, Avó, Avô, no entanto são todos Pretos-Velhos, sendo que, os que são tratados por vovô ou vó são os mais velhos. Os Pretos-Velhos apresentam-se com nomes que permitem identificar a sua nação de origem, tal como acontecia na época da escravidão (ex. Guiné, Moçambique…), seu orixá regente, evidenciando a sua actuação propriamente dita. Assim temos: – Aruanda: Ex. Pai Francisco de Aruanda. Aruanda significa “céu”. Refere-se a Pretos-Velhos activos na linha de Oxalá. – Calunga, Cemitério ou das Almas: Ex: Pai Francisco da Calunga, Pai Francisco do Cemitério ou Pai Francisco das Almas. Refere-se a Pretos-Velhos activos na linha de Omulu/Obaluayê. – Congo: Ex. Pai Francisco do Congo. Refere-se a Pretos-Velhos activos na linha de Iansã. – D’Angola: Ex. Pai Francisco D’Angola. Refere-se a Pretos-Velhos activos na linha de Ogum. – Matas: Ex: Pai Francisco das Matas. Refere-se a Pretos-Velhos activos na linha de Oxóssi. Os Pretos-Velhos masculinos, nomeadamente são: Pai João, Pai Joaquim de Angola, Pai José de Angola, Pai Francisco, Pai Jacó, Pai Benedito, Pai Anastácio, Pai Jorge, Pai Luís, Pai Maneco, Pai Mané, Pai António, Pai Cipriano, Pai Roberto, Pai Tomás, Pai Guiné, Pai Jobim, Velho Liberato… Os Pretos-Velhos femininos, nomeadamente são: Maria Conga, Vó Catarina, Mãe Maria, Mãe Cambina; Mãe Sete Serras, Mãe Cristina, Mãe Mariana, Mãe Cambinda, Vó Cecília, Vó Quitéria, Vó Ana….

 
 
 
 

Vou contar-lhes uma pequena estória para auxiliar-vos na reflexão que quero passar.

Refletir é olhar para dentro de Si, sem julgamentos, sem culpa, sem auto-condenação… Mas com sinceridade, indulgência e tolerância. Perceber no seu mundo Interior aquilo que ainda contribui para que você ainda recaia nos mesmos erros.

Então, meus Filhos, Reflitam! Reflitam!
Era uma vez dois vizinhos, vamos chamá-los de João e Lourenço, tendo suas casas separadas por uma pequena cerca.
João vivia a cuidar do jardim de sua casa. Jardim que se mostrava sempre multicolorido com as mais belas flores. Eram margaridas, rosas, girassóis… Os pássaros, as abelhas, insetos eram presenças constantes. Ali sempre se via João a regar as flores, retirando ervas-daninhas… Enfim, cuidando do seu jardim.

Na casa de Lourenço não se percebia a mesma coisa. Seu quintal era tomado por um matagal, as flores não sobreviviam, pois não podiam competir com a variedade de ervas-daninhas. Lourenço não se importava e não se dispunha a tirar um tempo para cuidar de seu quintal.

João começou a se preocupar com aquilo e decidiu chamar a atenção de Lourenço. Não suportava ver aquele quintal tomado pelo mato e seu vizinho não fazer nada. No fundo não admitia que essa era a escolha de Lourenço.

Deixou suas flores e foi até a cerca e ficava horas tentando convencer Lourenço a ter mais zelo com sua casa, seu quintal. Passaram os dias e ele ali insistindo, tentando convencer Lourenço que não dava ouvidos, achando-o um chato.

Quando João desistiu de tenta convencer seu vizinho, levou um grande susto ao voltar-se para seu próprio quintal, pois este tinha sido tomado pelo mato e ervas-daninhas, sufocado as flores que morreram todas. Seu quintal tornou-se pior do que do seu vizinho.

Enquanto perdia tempo preocupado com o quintal do outro, tentando ajudar quem não lhe pediu ajuda, esquecia de olhar e cuidar do seu próprio jardim.

Não podemos inverter nossos papéis. Se João continuasse com amor e dedicação a cuidar de seu jardim, chegaria o dia em que a harmonia dele seria tão grande que tocaria seu vizinho ao ponto deste vir lhe pedir ajuda para harmonizar seu. Mas, o que aconteceu, é que João, o vizinho cuidadoso, mas descuidado, foi envolvido pela desarmonia de Lourenço, pensando que estava ajudando-o.

Meus Filhos, quanto mais cuidamos e iluminamos nossa Vida, mais tocaremos os outros, que nos buscarão no momento oportuno.

Quando preocupam com a vida dos outros, passam a querer que o outro viva como vocês gostariam, muitas vezes até vivem a vida dos outros e esquecem de viverem vossas próprias Vidas, sufocando assim, vossa própria Luz.

Busquem ocupar-se com vossas Vidas. Busquem Viver vossas vidas, essa é a melhor ajuda que vocês podem dar aos outros.

Quero enfatizar para aqueles que buscam vivenciar a espiritualidade. Ouçam: se o outro não está vivenciando sua Espiritualidade como você acha que é o correto, da forma como ele está aprendendo…Deixe-o, essa é a vida dele, a escolha dele. A Luz não escolhe, mas separa aqueles que já fizeram suas escolhas.

Se parares para observar e julgar a forma do outro conduzir sua espiritualidade, estarás esquecendo de viver e cuidar da sua.

Espero que todos possam me compreender, pois se venho falar, é por AMOR, SIMPLESMENTE POR AMOR.

Reflitam, meus Filhos! Reflitam!

Que a Luz do Cristo e da Virgem Maria iluminem vossas mentes e vossos corações!

Pai Tomé, por Claudiney Rosa.

 
 

Vou contar-lhes uma pequena estória para auxiliar-vos na reflexão que quero passar.

 

YORIMÁ – PRETO VELHO Quando se fala em preto-velho, estamos falando de uma grande linha, ou seja, uma grande faixa vibratória onde espíritos afins se “encaixam” para cumprirem sua missão …O termo “Velho”, “Vovô” e “Vovó” é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido muito mais tempo. Adquirindo assim mais coisas para contar e passar, principalmente essa mesma pessoa já viveu o suficiente para ter aprendido a ter paciência, compreensão, menos ansiedade para a vida. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham . No mundo espiritual é bastante semelhante. A grande característica dessa linha é o conselho . É devido a esse fator que carinhosamente dissemos que são os “Psicólogos da Umbanda”. Suas vestimentas e apetrechos são bem simples, não necessitam de muitos artifícios para trabalhar, necessitam apenas contar com a atenção e a concentração do seu médium durante a consulta. Usam cachimbo, lenços, toalhas e as vezes fumo de rolo e cigarro de palha. Sua forma de incorporação é compacta, sem dançar ou pular muito. A vibração começa com um “peso” nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão. Se locomovem apenas quando incorporam para as saudações necessárias (atabaque, congá e Babá) e depois sentam e praticam sua caridade. Podemos encontrar alguns que se mantém em pé. É possível ver Preto-Velhos dançando, mais esse dançando é sutil, apenas com movimentos dos ombros ou quando sentados, com as pernas.Essa simplicidade se expande, tanto na sua maneira de ser e de falar. Usam vocabulário simples, sem palavras rebuscadas. Sua maneira carregada de falar é para dar idéia de antiguidade. Além disso os Preto-Velhos nos ajudam a enxergar que a prática da caridade, é vital para nossa evolução espiritual.

 

CARACTERISTICAS:

Irradiação Todos os Pretos-Velhos vem na linha das Almas, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente. Fios de Contas (Guias) Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda. Roupas Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéude palha. Bebida Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida). Dia da semana:Segunda-feira Chakra atuante:básico ou sacro Cor representativa:preto e branco; Fumo:cachimbos ou cigarros de palha. Obs:Os Pretos-Velhos às vezes usam bengalas ou cajados. Cozinha Ritualística Tutu de feijão preto Mingau das almas É um mingau feito de maizena e leite de vaca (às vezes com leite de coco), sem açúcar ou sal, colocado em tigela de louça branca. É comum colocar-se uma cruz feita de fitas pretas sobre esse mingau, antes de entregá-lo na natureza. Bolinhos de tapioca Os bolinhos de tapioca são feitos colocando-se a tapioca de molho em água quente (ou leite de coco, se preferir), de modo a inchar. Quando inchado, enrole os bolinhos em forma de croquete e passe-os em farinha de mesa crua. Asse na grelha. Colocar os bolinhos em prato de louça branca podendo acrescentar arruda, rapadura, fumo de rolo, etc. Obs: Nas sessões festivas de Pretos-Velhos, é usual servir a tradicional feijoada completa, feita de feijao preto, miúdos e carne salgada de boi, acompanhada de couve à mineira e farofa.


Bom dia a todos:Mensagem de Preto Velho (para Umbandistas e afins)? A vidência, não deve ser encarada como um “buraco de uma fechadura” Onde qualquer um olha, vê e fala o que deseja sem medir as consequências de seus atos A vidência, como qualquer outra faculdade mediunica, deve ser encarada com responsabilidade e bom senso Devendo a mesma ser utilizada somente quando necessário e não a titulo de adivinhação, mas sim, de caridade com nosso semelhante Lembrando as palavras do saudoso Caboclo Mirim: “Umbanda é coisa séria, pra gente séria” E na qualidade de espíritos em evolução que todos somos arriscamos completar: “Mediunidade não é jogo de exibicionismo, mas sim, dom divino que dever ser conduzido com bom senso, responsabilidade e humildade” PAI ANTONIO DAS ALMAS Acordem Para a Vida! Na dificuldade de encarar a vida, é sempre fácil responsabilizar os outros; Na dificuldade de se relacionar com os outros, é sempre fácil olhar os defeitos; Na dificuldade de amar o próximo, é sempre fácil escolher a indiferença; Na dificuldade de competência para ser feliz, é sempre fácil infelicitar os outros; Na dificuldade de caráter é sempre fácil o nivelamento alheio; Na dificuldade de atitude é sempre fácil condenar o carma; Na dificuldade de buscar caminhos retos, é sempre fácil procurar atalhos; Na dificuldade de obedecer a ordens, é sempre fácil se julgar injustiçado; Na dificuldade de compreender liberdade, é sempre fácil buscar a libertinagem; Na dificuldade de lágrimas sinceras, é sempre fácil o sorriso falso; Na dificuldade de exercitar a mente, é sempre fácil obter respostas prontas; Invariável reconhecer que para as nossas dificuldades, sempre temos desculpas variadas, mas, para as dificuldades dos companheiros que nos acompanham no dia a dia sempre temos condenações. Por que será que exigimos tanto do outro quando não lhe suportamos as exigências? Alguns poderão responder: é o instinto de conservação que fala mais alto, temos que nos defender! Então nêgo velho pergunta: que diacho de conservação é essa que só guarda o que não é bom? Num existe mandinga pior do que carregar bagagem desnecessária e se suncês tão carregando egoísmo, vaidade, orgulho e prepotência. Tão é perdendo tempo! Mas aí suncês vão dizer: Pai Firmino a natureza não dá saltos! E eu vou arresponder: concordo com suncês meus fios! Ela num dá salto, mas, cumpre as funções estabelecidas por Zambi. Ao invés de suncês querer ser o que não são, procurem ser o que podem ser meus fios, tenham humildade em tudo que façam e reconheçam que só aprendendo a vencer suas dificuldades é que suncês sairão vitoriosos. Acordem para a vida! Pois, guia nenhum vai fazer o que cabe a suncês fazerem. Naruê meu Pai! Patacori Ogum Ogunhê! Fonte: Pai Firmino do Congo

 


Faz caridade fio, faz caridade fio! Assim era as fala do negro Ambrósio através do aparelho mediúnico que lhe servia de canal para fazer proseador. Não era a primeira que aquele consulente ouvia esse conselho do Pai Velho, já havia se passados oito meses desde o primeiro dia que aquele senhor tinha adentrado ao terreiro, passando a fazer parte da assistência, sempre voltando ao negro Ambrósio para tirar suas duvidas. Naquele dia ele estava decidido. Iria perguntar ao Velho porque toda vez que falava com ele escutava o mesmo conselho? Será que como espírito não estava vendo que ele já estava fazendo sua parte? Esperou ansioso a sua vez. Aquela noite seria especial, seria diferente das outras, aquele encontro marcaria uma nova etapa no caminhar daquele senhor. Como sempre fazia, mais por repetição do que mesmo por convicção, se ajoelhou diante do negro Ambrósio e foi dizendo: – Benção vô Ambrósio, hoje venho lhe pedir uma explicação para melhor entender o que o senhor me diz. – Oxalá te abençoe meu fio! Negro Ambrósio fica feliz com sua presença e gosta de fazer proseador com todos os fios que aqui vem. – Meu vô, como o senhor mesmo sabe já faz algum tempo que venho a essa casa e falo com o senhor. Como já lhe disse não tenho uma situação financeira ruim, ao contrário, nunca tive problemas dessa ordem o que sempre me facilitou uma vida com fartura e bem-estar desde a infância. – Certo meu fio, negro Ambrósio já tem cunhecimento de tudo isso que suncê falou. – É meu vô, por essa razão gostaria de lhe perguntar porque o senhor toda vez que fala comigo me aconselha a fazer a caridade? O senhor não já sabe que faço isso todo mês entregando gêneros alimentícios aos que estão carentes? Além do que, na minha empresa mantenho uma creche para os filhos dos meus empregados para que assim possam trabalhar com mais tranqüilidade. Por isso gostaria que me explicasse o porquê desse conselho, dentro da minha consciência cumpro com meu compromisso. – É verdade meu fio, tudo isso que suncê falou pra negro veio, faz parte de seu compromisso e fio cumpre direitinho sua parte. Porém fio esse compromisso faz parte de seu social. Suncê alimenta o corpo material que precisa de sustentação pra ficar de pé, pois se não for assim fio tem prejuízo, só que o fio também precisa distribuir o pão espiritual e assim fazer a caridade. – Não entendi meu vô seja mais claro? Que caridade espiritual é essa? – É a mesma que esse meu aparelhinho faz aqui no terreiro. Suncê precisa assumir sua condição de médium. Espantado, disse o senhor: como é que é vô Ambrósio o senhor está me dizendo que tenho compromisso com a mediunidade na Umbanda é isso? – É isso sim, meu fio. Suncê tem compromisso com essa banda. Ante as muitas verdades que ele já tinha ouvido, nunca uma afirmação estava tanto a lhe remoer a alma. Como seria possível? Achava bonito a Umbanda, gostava do cheiro das ervas e do cachimbo dos vôs, mais daí então a ser médium era demais para ele. Mesmo de forma acanhada buscando aparentar tranqüilidade aquele senhor disse ao vô: – Meu vô acho que há um equívoco, pois nunca senti nada a respeito da mediunidade. – Num sentiu porque se prende e que não quer dizer ou suncê acha que nego veio não vê o companheiro de Aruanda que lhe acompanha e que hoje está dando autorização pra fazer esse conversado? Meu fio diz que gosta do cheiro das ervas e desse terreiro – o que é uma verdade – mas o que fio não se vê é dobrando o corpo para prestar a caridade, deixando assim que seu Pai Preto também lhe traga lições para seu caminhar. Então meu fio, enquanto suncê não entender, nego veio vai continuar repetindo o conselho: faz caridade fio, faz caridade fio! Mesmo que tenha que arrepetir isso por muitas veis, pois água mole em pedra dura fio, tanto bate inté que fura. Olha fio! Eu tenho um compromisso moral com esse companheiro de Aruanda que te acompanha e te agaranto que não será de minha parte que não será cumprido. Pensa no que esse veio te falou e dispôs vem prosear novamente, pois o passo de veio é miudinho e devagarzinho, só tem uma coisa fio: o tempo corre e espero que suncê queira aproveitar enquanto tá desse lado de cá! Aquele senhor se levantou da frente de negro Ambrósio sem dizer mais nenhuma palavra, seria preciso tempo para digerir tudo que ele tinha ouvido. Oito meses se passaram depois daquela prosa, ninguém no terreiro tinha visto novamente aquele senhor na assistência. Era 13 de maio, gira festiva de preto velho, os trabalhos tinham se iniciado. Negro Ambrósio olhava para a porteira do terreiro como se estivesse a esperar por alguém e assim cantarolava “acorda cedo meu fio, se com velho quer caminhar, olha que a estrada é longa e velho caminha devagar, é devagar, é devagarinho quem anda com preto velho nunca ficou no caminho”. Acostumados com a curimba os filhos da corrente repetiam os versos sem perceber que naquele dia a entonação estava mais dolente. Mais um filho de Zambi venceria uma etapa, mais um seria libertado. E foi olhando para a porteira que negro Ambrósio viu aquele senhor adentrar no terreiro, com os olhos rasos d’água e de joelhos se postar assim dizendo: Vô Ambrósio se é verdade que tenho essa tal mediunidade aqui estou para aprender a fazer caridade, nesses 8 meses minha vida perdeu a alegria, relutei muito para chegar aqui novamente e não nego que fugi por vergonha se ainda houver tempo… Aquele senhor nem chegou a ouvir a resposta do negro Ambrósio. Do seu lado já se encontrava um negro que de forma doce e amorosa assim falou: Meu fio a quanto tempo espero por esse momento, por esse reencontro. Vamos trabaiá meu fio nas bênçãos de Zambi e na fé de Oxalá! Diante dos filhos daquela corrente, aquele homem branco, de olhos claros, quase translúcidos, alto, dava passagem nesse momento a mais um preto velho e foi curvando aquele corpo que se ouviu a voz da entidade assim dizer: Bendito e louvado sejam o nome de nosso Pai Oxalá! Saravá negro Ambrósio! Pai Joaquim das Almas se faz presente nesse Gongá! – Saravá Pai Joaquim! E daquele dia em diante mais um filho começava a sua caminhada. Mais um chegava a corrente da casa. Mais uma estrela passou a brilhar nos céus de Aruanda! Saravá Preto!!!

 


Conselhos de um Preto-Velho Em uma projeção astral, Fernando Sepe recebe orientações mediúnicas do espírito Pai José de Guiné À noite, quando a maioria das pessoas está dormindo, diversas falanges espirituais se desdobram em trabalhos socorristas de assistência à humanidade encarnada. Devido ao sono, a queda natural do metabolismo e das ondas cerebrais, o corpo espiritual desprende-se naturalmente do corpo físico. Aproveitando-se desse fato natural e inerente a todo ser humano, muitos amigos espirituais trabalham nessa hora da noite, retirando essas pessoas do seu corpo físico, dando um toque sensato a elas diretamente em espírito, ou mesmo, simplesmente trabalhando as energias do assistido, com mais liberdade, a partir do plano espiritual da vida. Um dia desses, durante um trabalho de assistência, estava conversando com um preto-velho que responde, nas lidas de Umbanda, pelo nome de pai José da Guiné. Segue o diálogo: – Pai José, esse trabalho de assistência na madrugada é enorme não? O médium umbandista muitas vezes nem imagina o tamanho dele, não é mesmo? – É sim fio. Trabalho grande, toda noite. Mas são poucos que lembram da espiritualidade dia-dia e mantém sintonia elevada antes de dormir. Isso acaba por barrar as possibilidades de trabalho em conjunto conosco, você sabe disso. A maioria dos médiuns por aí pensam que o único dia de trabalho espiritual é o dia de trabalho no terreiro. É uma pena. – É verdade, as pessoas tendem a se preparar muito para o dia de trabalho no terreiro, mas esquecem dos outros dias. – Preparar? Muitas vezes elas nem se preparam, fio. A maioria chega lá cheia de problemas e preocupações na cabeça. Dá um trabalhão danado acoplar na aura toda encardida de pensamentos e sentimentos estranhos deles. E nego num tá falando que preparação é tomar um banho de erva antes do trabalho, não…

 


CONSELHOS DE PRETO VELHO (Combatendo as Zicas do Coração) Meu filho, com esses olhos, “que a terra não comeu”, pois são olhos espirituais, reais, já vi muita coisa. Algumas boas, outras nem tanto, e mais outras que não vale a pena contar. O que passou, passou mesmo. O que ficou foi a experiência das diversas vidas na carne, aliás, muitas delas tão iguais e, ao mesmo tempo, tão diferentes. O que ficou foi o aprendizado e o conhecimento de como é o coração dos homens e suas emoções e vontades. Aprendi a ler a verdade de cada um, por dentro, lá na toca das coisas que não se falam, e que todos escondem muito bem. Tem muita zica (1) dentro dos corações, meu rapaz. É rolo que não acaba mais! E coração rançoso e rancoroso, você sabe como é que é, está cheio de irmãozinhos das trevas agarrados a ele. Eles se alimentam das emoções podres e dos pensamentos maldosos. E a zica é tanta, que só a pessoa rancorosa é que não vê a energia que está perdendo. Menino de Deus, como os homens sofrem por causa das emoções podres! Igualzinho ao corpo carnal, que pode apresentar escaras na pele, devido à falta de movimento em alguma área, o corpo espiritual (2) também tem suas escaras astrais. Porém, essas são causadas pelas emoções podres, estagnadas no meio da alma atormentada e sem centro espiritual. Falta movimento sutil ali! Falta vergonha na cara para acertar o passo! Muito disso vem de outras vidas, são escaras do passado, de coisas mal-resolvidas, ainda alojadas no corpo espiritual. Mas, muita coisa é de agora mesmo, é coisa podre dos dias atuais. E o mau cheiro psíquico exalado atrai os espíritos atormentados e atormentadores, que ficam agarrados em penca na aura da pessoa. Isso é uma tragédia invisível! É uma doença psíquica que amarra os encarnados e impede os desencarnados carentes de seguirem em frente. Nosso Senhor Jesus Cristo avisou muitas vezes sobre isso. Ele disse: “Orai e Vigiai!” – Ele sabia do mal que as emoções podres fazem ao ser humano. Todavia, muitos oram de forma egoísta e mecânica, sem coração e sem alma, e outros nem isso fazem, passando ao largo das boas vibrações que poderiam ajudá-los e fortalecê-los. E os que vigiam raramente se olham por dentro, pois policiam muito mais a vida alheia, e não foi isso que Nosso Senhor ensinou. Meu amigo, tem tanto espírito agarrado nas pessoas, que há horas em que você não sabe mais quem é quem, de tão entranhados que estão. É um fuzuê energético na aura desses infelizes. Ô coisa feia de se ver! Mas Nosso Senhor é de uma compaixão infinita. Sob o seu comando, legiões de espíritos de luz vêm ajudando os homens nessas lides do invisível. Sem eles, isso aqui já teria ido para o beleléu! São eles que deslindam as ligações psíquicas daninhas e levam os irmãozinhos das trevas para o Espaço, para serem tratados pelos médicos da luz. Esses irmãos da luz são os verdadeiros anjos da guarda da humanidade. Pena que os homens se esquecem tão facilmente das bênçãos que recebem. Esses guias e benfeitores espirituais são os trabalhadores de Nosso Senhor, não importa a linha espiritual na qual laboram. Sempre agradeça a eles, pela proteção e luz. Todavia, se os guias espirituais ajudam, também é verdade que os homens precisam fazer sua parte. Que vigiem e orem, e exorcizem as emoções podres de seus anseios. Que renunciem aos desejos torpes de vinganças. Que esqueçam as ofensas e se dediquem a alguma causa nobre e verdadeira. Ninguém é vítima do destino! Todos são passíveis de falhas na jornada, como também de atos elevados. E todos são capazes de seguir em frente… Tem muito coração zicado nessa vida dos homens terrestres, e muitos espíritos zangados na cola deles. Ainda bem que, lá da Aruanda (3), vem aquela luz que ilumina a fé dos filhos que querem a cura do próprio espírito. Como você escreve sobre as coisas do espírito, fale para as pessoas daquela chuva luminosa que os guias produzem sobre as cabeças dos filhos que se esforçam na senda da luz e do bem. Aquela luz de Aruanda… Aquele amor que cura o coração. Fale das egrégoras (4) invisíveis que sustentam os bons pensamentos e os bons ideais, para que muitos outros se liguem a elas e se protejam das vibrações pesadas. Filho, olhe essa estrela sobre a sua cabeça. É linda e brilhante. Você sabe o significado dela, e sabe quem a enviou para iluminar o seu caminho. Pense que o brilho e a proteção que dela emanam possam ser irradiados para outras pessoas. Que Oxalá abençoe as pessoas zicadas e as cure do mal que trouxeram para dentro de si mesmas. Que Ele propicie um momento de despertar para elas. Fique na paz de Nosso Senhor! Na luz de Aruanda. Na fé! – Pai Joaquim de Aruanda – (Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 16 de dezembro de 2005.)

 


Palavras de Vô Bento – Filhos, ouçam todos e me digam o que é preciso para ser um médium. – Ah, Vô, é preciso ter disciplina, dedicação, estudo …. – Não filhos, para ser médium não precisa de nada disso, ser médium é fácil, todos que passaram hoje por assistência são médiuns como vocês e para isso nada é exigido. O difícil é ser INSTRUMENTO DE DEUS e é isso que vocês precisam ser, se realmente querem evoluir e fazer o bem. E agora, o que é preciso para ser um bom Instrumento de Deus? …silêncio… – Só precisa ter um CORAÇÃO LEVE, um coração cheio de AMOR pela Espiritualidade e não interesse perante ela. Olhem para dentro de vocês e observem qual é o tipo de amor que vocês têm perante a Espiritualidade. Observem qual é o lado do muro em que vocês estão agora, no lado da troca, onde se espera receber ‘também’, ou no lado do amor, onde se é capaz somente de ‘dar’. Saibam que é do lado do amor é que estão os verdadeiros Instrumentos de Deus. Observem agora, filhos, se vocês estão pulando de um lado para o outro do muro. E o que é pior, observem se vocês não estão em cima do muro prestes a cair ou quem sabe já caíram e não se deram conta, tentando até derrubar seus outros irmãos. Filhos entendam, é através do amor que tudo acontece, é através do amor que vocês ficam receptivos às forças Espirituais Divinas e só assim conseguem receber tudo de Divino. Quanto a dedicação, o estudo e a disciplina, quando há amor todas essas necessidades se tornam naturais e fáceis de serem cumpridas, pois nos dedicamos a tudo que amamos não é verdade?! Então tudo se transforma em “uma grande alegria”.

 


CONSELHOS DE UM PRETO VELHO : 1º – Conserve sua saúde psíquica, vigiando seu aspecto moral: a) não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.; b) não fale mal de ninguém, pois não é juiz, e via de regra, não se pode chegar às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos; c) não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, o mais sabido, mais, muito mais do que o de seu irmão, aparelho também; d) não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistentemente, os feitos do seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda a sua conversa vaidosa ruir fragorosamente. Dê paz ao seu protetor, no astral, deixando de falar tanto no seu nome.Assim você está se fanatizando e aborrecendo a Entidade, pois, fique sabendo, ele, o Protetor, se tiver mesmo “ordens e direito de trabalho” sobre você, tem ordens amplas e pode discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas;e) quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e, sobretudo, de caridade pura, para com o próximo. 2º – Não mantenha convivência com pessoas más, invejosas, maldizentes, etc. Isso é importante para o equilíbrio de sua aura, dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é partilhar dela. Assim: a) faça todo o bem que puder, sem visar recompensa ou agradecimentos; b) tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento, confie e espere; c) faça recolhimentos diários, a fim de meditar sobre suas ações; d) não conte seus “segredos” a ninguém, pois sua consciência é o templo onde deverá levá-los à análise; e) não tema a ninguém, pois o medo é uma prova de que está em débito com sua consciência; f) lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é humano e fator ligado à dor, ao sofrimento e conseqüentemente, às lições com suas experiências. Sem dor, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo, o importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, “mate” a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer boas coisas de você. 3º – Zele por sua saúde física com uma alimentação racional e equilibrada: a) não abuse de carnes vermelhas, fumo ou quaisquer excitantes; b) no dia da sessão, não use carne, ou qualquer excitante mais de uma vez; c) de véspera e após a sessão, não tenha contato sexual; d) mensalmente, na fase de lua crescente, use esse poderoso tônico neuropsíquico, sempre à noite: uma colher de sopa de sumo de agrião, batido com duas colheres de sopa de mel de abelha. Pode usá-lo antes de cada sessão em que for trabalhar; e) todo mês deve escolher um dia para ficar em contato com a natureza, especialmente uma mata, uma cachoeira, um jardim silencioso, etc. Ali deve ficar lendo ou meditando, pois assim ficará a sós com sua própria consciência, fazendo revisão de tudo que lhe pareça ter sido positivo ou não, em sua vida material, sentimental e espiritual . AXÉ Postado por MÁRCIO DINIZ

 

 
 
 
 
 
 

 

Os médium que estão gira e no celular ao mesmo tempo. Os médium que estão de conversas dentro da Gira em assuntos pessoais. Os médium que não respeitam o Pai do Terreiro ou Mãe que é espírito trabalhador e sai da corrente por qualquer coisa. Exú ta vendo sua falta de atenção desequilibrando a corrente.

 

 

Centro Pai João de angola

A história de Pai Joaquim de Cambinda

Era o final do século XVII, costa oeste da África, em uma aldeia de Cambinda. Com apenas 5 anos de idade, Pai Joaquim assistiu a aldeia ser invadida pelos escravagistas, que mataram sem piedade todos aqueles que não ‘seviam’ para o comércio.
Juntamente com seus pais foi colocado com outros negros no porão de um navio, rumo ao Brasil.
Devido às péssimas condições deste porão, a falta de comida e água potável, muitos desencarnaram na viagem, entre eles, os pais de Pai Joaquim , que foram jogados ao mar, assim como todos aqueles que ‘morriam’ durante o trajeto.

Chegando ao Brasil, litoral da Bahia, Pai Joaquim foi vendido e levado a uma fazenda de cacau. Além de cacau, plantavam também café e cana de açúcar. Lá chegando, recebeu o nome de Joaquim, mas era chamado mesmo de ‘neguinho’.

Embora muito criança ainda, trabalhava juntamente com os outros negros na lavoura, o dia inteiro. Não havia tempo nem vontade para brincadeiras. À noite, cansado da lida, deitava na senzala e deixava o pranto aliviar a saudade que sentia de sua aldeia, seus pais, seus amigos da África. O sono chegava e antes do sol surgir, já estava de pé para mais um dia como todos os outros.

Ainda em Cambinda, seu pai era o curandeiro da aldeia e desde cedo passou a ele o conhecimento que podia absorver sobre as ervas e seu poder de cura.

Na fazenda, continuou aprendendo com uma negra já velha, que usava as ervas para tratar os escravos.
Intuído por seus guias espirituais, com quem já tinha contato, seguiu pesquisando e descobrindo novas ervas e raízes e como utilizá-las para a saúde de todos.

Quando tinha já 12 anos, a filha mais nova do Sinhô adoeceu gravemente e não havia tempo para buscar um médico. Os brancos já tinham conhecimento de seu poder com as ervas e, embora relutantes, entregaram a Sinhazinha aos seus cuidados. Com o auxílio de seus amigos espirituais, Pai Joaquim restabeleceu a saúde da moça e ganhou a confiança do patrão, sendo sempre requisitado a partir de então, a cuidar da saúde da familia da Casa Grande.

Cresceu e tornou-se um negro forte e saudável, sendo escolhido então para ser um dos negros reprodutores da senzala, ajudando o Sinhô a aumentar seu contingente de escravos.
Como ‘médico’ e reprodutor, adquiriu alguns privilégios, como sair da senzala e morar em uma cabana, só para si. Porém, não tinha o direito de ter uma companheira.

Apaixonou-se por uma escrava de dentro, ama de leite dos filhos da Sinhá e que todos os dias ia ao ribeirão lavar a roupa. Era lá que se encontravam às escondidas, até que alguém os denunciou.
A partir de então, ela foi proibida de sair da Casa Grande e, com 28 anos, desencarna por pneumonia. Hoje, ela trabalha em nossa casa, na Falange dos Pretos Velhos, com o nome de Maria Redonda.

Quando já estava com quase 40 anos, Pai Joaquim adotou e criou como filha, uma mulatinha, filha de uma escrava com o Sinhô, que passou a morar com ele e para quem ensinou tudo que sabia sobre as ervas.
Hoje, espírito, se chama Nina e auxilia Pai Joaquim na adminsitração desta casa, intuindo a esposa de seu ‘cavalo’.

Pai Joaquim era também o guia espiritual dos escravos, orientando-os sobre as verdades do espírito e passando a eles o conhecimento que recebia de seus guias.
Desencarnou naturalmente, aos 74 anos de idade, e finalmente pôde reencontrar sua companheira, com quem vive até os dias de hoje.

Quando a Umbanda surgiu, no Brasil, Pai Joaquim (após cerca de 30 anos de estudo e preparação), engajou-se à Linha dos Pretos Velhos.
E hoje, ao contar mais uma vez a sua história, revelou que seu ‘cavalo’ hoje, foi o seu Sinhô, da época da escravidão.

– Ontem eu o servi, hoje ele me serve! – disse ele, finalizando a história.

Saravá, Pai Joaquim de Cambinda!

Saravá a todos os Pretos Velhos!

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Exu Capa Preta

 

Exu da Capa Preta Exu ligado à magia, disfarce, a noite e feitiçaria. Sua capa preta serve para cobrir a sua passagem pela madrugada, a sua ronda noturna. Um grande símbolo deste exu é a lua e um pedaço de pano de veludo preto. É chamado de Tranca Ruas da Capa preta. Muitos dizem que é ligado a São Cipriano por seu famoso livro da capa preta e ao mesmo tempo ligado ao bode preto.

O preto simboliza os impulsos humanos mais baixos que os levam às trevas da ignorância, e as trevas sempre foram associadas no inconsciente coletivo no tempo em que não dominávamos o fogo, e dependíamos da luz solar para alimentação e proteção. Assim a luz se tornou o bem, o lado positivo do dia e da vida e a noite o lado ruim, negativo e morte. Mas na cultura iorubá o branco é o símbolo da morte, do luto, o céu para onde retornam os espíritos – Orún 

Justamente por estes símbolos coletivos este espírito adotou a cor negra da noite para dizer cabalisticamente a sua missão na terra. Os seus médiuns têm uma ligação com a noite e fascínio pela madrugada e pelo oculto. É um grande mago que se disfarça nas trevas dos pensamentos e energias emanadas pelos seres humanos para poder trazer a luz divina em sua missão. É a luz no fim do túnel disfarçada de trevas. Seus pertences costumam ser de cor preta, pois os médiuns vêem os espíritos desta falange assim vestidos, e usam em suas festas: capa, cartola, bengala, terno preto, calça preta, anéis com pedras pretas… Sua grande magia é purificar qualquer ambiente, médium e desfazer feitiços e pactos. O bode tornou-se símbolo negativo desde que Eliphas Lévi descreveu o bode de Mendes, os Bode dos Sabbats. Mas na torá hebraica eram ofertados dois bodes no antigo testamento um branco para Deus e o outro preto para a negatividade, também temos a associação do bode expiatório pois eram confidenciados os pecados nos ouvidos dos bodes para que no sacrifício levassem as pendências das pessoas, e os segredos morriam com os bodes. Ou seja, o simbolismo do bode (que é um animal criado pelo grande criador e parte do criador que está em toda a parte e em todos os seres) nos lembra da importância do segredo, que é a alma do negócio, ou ainda o que a direita não saiba o que dá a esquerda, e que quando buscamos a felicidade encontraremos calados no nosso interior, e não em tempos gastos com conversas tolas com pessoas que tem pouco admiração por você e pensamento positivo para nos auxiliar. A força psíquica nossa é mais forte que a dos outros, mas se contarmos a dez pessoas que não querem o nosso bem, ou que ainda são negativas, nos tornaremos suscetíveis à não concretização dos nossos planos. Aliás magia é a arte de dominar a sua vida em paz e harmonia, tornando realidade os seus desejos mais sinceros e íntimos. E uma grande chave na magia é SABER, OUSAR, QUERER E CALAR! Assim com certeza o Exu Capa Preta poderá nos auxiliar mais facilmente.

 

Exu Capa Preta – Quando deu Meia Noite.mp3

 

Assentamento do Exu Capa Preta Três pedras ônix Uma pedra turmalina negra Uma pedra de vassourinha da bruxa Uma hematita Carvão vegeta e carvão mineral Um pedaço de veludo preto na imagem Chifre de boi ou bode Ouro, prata, cobre, estanho, chumbo, latão e estanho Um pedaço de enxofre Panela de ferro Uma vela preta, pois nos ambientes mais trevosos e nas provações maiores a luz sempre se faz.

 

MENSAGEM DE EXU CAPA PRETA

A escuridão nem sempre é a falta de luz,é um caminho tortuoso,é andar sobre espinhos.

Quem foi que disse que Exu não tem coração?

Quem foi que disse que Exu não respeita a Deus?

Quem foi que disse que Exu é vingativo?

Quem foi que disse,pois é isso,todos dizem,todos falam de Exu,todos falam da Umbanda do candomblé,pois atirar pedras é mais fácil,quando é na janela do vizinho.

Pois é mais fácil odiar do que amar,é mais facil criticar do que respeitar,é mais fácil se defender atacando!

Não sou santo,nem defensor do agressor,mas quero a justiça,a palavra correta é a lingua sem veneno. Não me comprem,não me dêem presentes,sou um mensageiro,

sou um Guardião,vivo na caridade,não na escuridão. “Guardião da Capa Preta”

 
Exu Capa Preta
Lendas

Exu da Capa Preta, se trata de uma entidade que quando vida era um padre da Igreja católica, em uma época remota, mais antiga, algumas pesquisas relatam que pode ser encontrado parte da biografia desta entidade em uma antiga colônia, hoje denominada Pensilvânia.

Foi um Bruxo com profundos conhecimentos sobre os mistérios da Magia, da Alquimia, da quimbanda e dos poderes dos feitiços praticados com os elementos através da magologia.

Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da Magia e hoje incorpora em um médium para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu poder de Exu.

Quem recorre a esta poderosa entidade, para solucionar os seus problemas, seja ele de ordem física ou espiritual, jamais sai sem solução.

 

 

Oferenda ao Exu Capa Preta

para positivar seus caminhos.

Um pedaço de veludo preto, folha de mamona roxa com farofa de dendê com bifes de carne de boi passados no dendê com cebola roxa e pimenta do reino, três ovos cozidos em rodelas, cebola roxa em rodelas e azeitonas pretas enfeitando.

Regar dendê. E oferecer conhaque e um charuto.

 
 

PRECE DE RENOVAÇÃO

Quando te sentires na escuridão, que Oxalá te cubra com seu manto de luz;
Se o fogo da ira te invadir, que as águas doces de Oxum te acalente;
Para as negras nuvens da desilusão, Iansã emanará seus ventos e o sol brilhará;
Quando fores injustiçado, Xangô pesara sua balança, e as pedras rolaram enterrando tua dor;
Durante a árdua batalha da ansiedade, Ogum te vestirá de forte armadura e lhe empunhara sua espada a teu favor;
Se a solidão bater em teu espírito, Iemanjá te banhará em suas águas salgadas e levará tudo para o fundo do mar;
Se fores ferido na alma, Oxossi te cubrirá com todas as ervas da cura;
Quando tiver vontade de desistir, que os Pretos Velhos concedam a sabedoria para que você prossiga;
Para a tristeza que te abata, que os Erês te renovem com pureza e alegria;
Para os maus desejos e feitiços que te atormentam, que os Guardiões corram gira, e aniquilem e afastem de ti todo o mal.

QUE ASSIM SEJA!

 

Salve Compadre!

Salve Exu Capa Preta Peço que livra-me de todas tentações Me Oriente em todas decisões Dai-me forças pra alcançar meus objetivos, Dei-me a sobriedade para persistir,

Peço a paciência para eu emboscar meus inimigos, A perseverança para eu sobreviver em todas situações dificeis, Que eu tenha fé para resistir e vencer, Dai-me também compadre, A esperança e a certeza do retorno.

E peço que com sua capa! Ilumine meus caminhos e me conforte sempre… Loroyê Exu!!!

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As Falanges de Trabalhos na Umbanda

AS FALANGES DE TRABALHO NA UMBANDA

Na Umbanda nós não incorporamos Orixás e sim os falangeiros dos
Orixás que são entidades evoluídas espiritualmente que vêem trabalhar
nas giras de Umbanda. Falanges: são agrupamentos de espíritos afins
que possue
m a mesma vibração.
São elas: pretos velhos, caboclos, exus, crianças, boiadeiros, ciganos,
orientais e mestres que trabalham na cura.
OS CABOCLOS
São entidades, espíritos de índios brasileiros e Sul Americanos, que
trabalham na caridade como verdadeiros
conselheiros, nos ensinando a
amar ao próximo e a natureza, são entidades que tem como missão
principal o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da fé, pois
é através da fé que tudo se consegue. Usam em seus trabalhos ervas
que são passadas para
banhos de limpeza e chás para a parte física,
ajudam na vida material com trabalhos de magia positiva, que limpam a
nossa áura e proporcionam uma energia de força que irá nos auxiliar
para que consigamos o objetivo que desejamos, não existe trabalhos de
magia que possam lhe dar empregos e favores, isso não é verdade, o
trabalho que eles desenvolvem é o de encorajar o nosso espírito e
prepara-lo para que nós consigamos o nosso objetivo. A magia praticada
pelos espíritos de caboclos e pretos velhos é sempre positiva, não existe
na Umbanda trabalho de magia negativa, ao contrário, a Umbanda
trabalha para desfazer a magia negativa. Eu sei que infelizmente,
existem vários terreiros que praticam esta magia inferior, mas estes são
os magos negros, que para disfarça
r o seu verdadeiro propósito, se
escondem em terreiros ditos de Umbanda para que possam atrair as
pessoas e desenvolver as suas práticas negativas, com promessas falsas
que sabemos nunca são atendidas. Mais graças a Oxalá, esses terreiros
estão acabando, p
ois, o povo esta tendo um maior conhecimento e
buscando a verdade e é através desse caminho, de busca da verdade,
que esse templo de Umbanda pretende ensinar a todos, o verdadeiro
caminho da fé. Os caboclos de Umbanda são entidades simples e
através da sua
simplicidade passam credibilidade e confiança a todos
que os procuram, seus pontos riscados, grafia sagrada dos Orixás,
traduzem a mais forte magia que existe atualmente, é através desses
pontos que são feitas limpezas e evocações de elementais e Orixás p
ara
diversos fins, mais a frente falaremos um pouco mais sobre os pontos
riscados de Umbanda. Nos seus trabalhos de magia costumam usar
pembas, ( giz de várias cores imantados na energia de cada Orixá),
velas, geralmente de cêra, essências, flores, ervas,
frutas, charutos e 2 incenso. Todo esse material será disposto em cima de uma mandala ou
ponto riscado, para que esse direcione o trabalho. Quando fazemos um
trabalho para uma entidade de Umbanda e colocamos algum prato de
comida, como pôr exemplo espigas de
milho cozidas com mel, esta
comida não é para o Caboclo comer, espíritos não precisam de comida,
o alimento que esta ali depositado, serve como alimento espiritual, isto
é, a energia que emana daquela comida e transmutada e utilizada para
o trabalho de mag
ia a favor do consulente, da mesma forma o charuto
que a entidade esta fumando é usado para limpeza, do consulente
através da fumaça e das orações que estas entidades fazem no
momento da limpeza, são os chamados passes de Umbanda.Muitas
vezes a Umbanda é c
riticada e chamada de baixo espiritismo, pois seus
guias fumam e bebem, mais estas críticas se devem a uma falta de
conhecimento da magia ritual que a Umbanda pratica, desde o início,
com tanta maestria e poder, e sempre o fará para o bem de todos
.
OS PRETOS VELHOS
São espíritos de velhos africanos que foram trazidos para o Brasil como
escravos e que trabalham na Umbanda como símbolos da fé e da
humildade. Seus trabalhos são de ajuda aqueles que estão em
dificuldade material ou emocional, sendo que, o seu
trabalho se
desenvolve mas para o lado emocional e físico, das pessoas que os
procuram, sendo chamados, carinhosamente de psicólogos dos aflitos.
Sua paciência em escutar os problemas e aflições dos consulentes,
fazem deles as entidades mais procuradas n
a Umbanda, são chamados
de Vovôs e Vovós da Umbanda.
Também usam ervas em seus trabalhos de magia e principalmente para
rezar pessoas doentes e crianças que estão com mal olhado, suas rezas
são conhecidas como poderosas, usam também de patuás, saquinhos
que são depositados elementos de magia e que os consulentes usam no
corpo para proteção.
Da mesma forma que os Caboclos, os Pretos Velhos usam cachimbos
para limpeza espiritual, jogando sua fumaça sobre a pessoa que esta
recebendo o passe e limpando a aura
de larvas astrais e energias
negativas.

CABOCLOS DE UMBANDA

A palavra caboclo, vem do tupi kareuóka, que significa da cor de cobre; acobreado. Espírito que se apresenta de forma forte, com voz vibrante e traz as forças da natureza e a sabedoria para o uso das ervas.

A marca mais característica da Umbanda, uma religião surgida no Brasil no final do século XIX e início do século XX, é a manifestação de entidades espirituais, por meio da mediunidade de incorporação. Os primeiros espíritos a “baixar” nos terreiros de Umbanda foram aqueles conhecidos como Caboclos e Pretos-velhos, a seguir surgiram outras formas de apresentação como as Crianças, conhecidas, variadamente, como Erês, Cosme e Damião, Dois-dois, Candengos, Ibejis ou Yori. Essas três formas, Crianças, Caboclos e Pretos-velhos, podem ser consideradas as principais porque resumem vários símbolos: representam, por exemplo, as raças formadoras do povo brasileiro – indígenas, negros e brancos europeus – e também representam as três fases da vida – a criança, o adulto e o velho – mostrando a dialética da existência. Além disso, trazem valores arquetipais de Pureza e Alegria na Criança; Simplicidade e Fortaleza no Caboclo e a Sabedoria e Humildade dos Pretos-velhos, mostrando o caminho para a evolução espiritual dos sentimentos, do corpo físico e da mente. Com a expansão da Umbanda, muitas entidades apareceram, como os Baianos, Boiadeiros, Marinheiros e outras, sem falar de Exu, outro grande ícone umbandista.

Essa diversidade confirma a abrangência desse movimento espiritual que chama a todos e recebe seres encarnados e desencarnados, com vibrações de fraternidade e amizade sob a luz de Oxalá.

Nesse artigo trataremos, mais especificamente, das entidades conhecidas como Caboclos, in­variavelmente presentes nos terreiros de Umbanda, praticando a caridade e cumprindo sua missão espiritual.

Existem variações no entendimento que os umbandistas têm sobre o que sejam os caboclos. As variações são próprias do movimento umbandista, notavelmente plural, mas há consenso na Umbanda, no fato de que os Caboclos são espíritos de humanos que já viveram encarnados no plano físico e são, portanto, nossos ancestrais. É interessante notar que em alguns cultos afro-brasileiros, os caboclos são considerados “encantados” e se relacionam com os espíri­tos da natureza, recebendo nomes de animais, plantas ou outros elementos naturais. Essa percepção se aproxima das lendas indígenas que narram um tempo em que os animais falavam e viviam em comunhão com os homens, podendo um se transformar no outro, (veja mais nas obras de Betty Mindlin).

A palavra caboclo vem do tupi kariuóka, que significa da cor de cobre; acobreado. A partir daí vem a relação com os índios brasileiros, de tez avermelhada. Assim, a palavra caboclo passou a designar aquilo que é próprio de bugre, do indígena brasileiro de cor acobreada. Posteriormente surgiu a noção de caboclo como mestiço de branco com índio, o sertanejo. Dada essa relação dos caboclos com os indígenas – nos terreiros de Umbanda é dessa forma que se manifestam -, e aproximando esse fato ao Orixá Oxossi, que em África é cultuado como Odé, o caçador, o Senhor das Florestas, conhecedor dos segredos das matas e dos animais que lá vivem, diz-se que os Caboclos que baixam na Umbanda são espíritos ligados a Oxossi. Muitos entendem que somente esses são caboclos e que as entidades da vibração de Ogum, Xangô, Yemanjá e Oxalá não seriam, propriamente, caboclos. No entanto, há caboclos da praia, do mar e das ondas, das pedreiras, das cachoeiras, dos rios etc., cujos elementos se associam mais aos outros Orixás que a Oxossi.

Outra maneira de se interpretar as entidades de Caboclo, é como espíritos que se apresentam na forma de adultos, com uma postura forte, de voz vibrante, que trazem as forças da natureza, manipulando essas energias para trabalhar nas questões de saúde, vitalidade e no corte de correntes espirituais negativas. Seu linguajar pode se assemelhar ao dos indígenas, paramen­tados ou não com cocares, arcos e flechas, machadinha e espadas. Aqui estamos entendendo os Caboclos de maneira mais ampla, como símbolo de fortaleza, do vigor da fase adulta, existindo caboclos de Oxossi, Xangô, Ogum e mesmo aquelas entidades ligadas aos orixás femininos, como Yemanjá, Oxum, Yansã. É claro que essas últimas entidades não vêm como índias, mas com uma forma tipicamente relacionada aos seus atributos. Todavia, são entidades que se apresentam como adultos.

Feitas essas ressalvas, podemos dizer que todas as entidades de Umbanda, especialmente as Crianças, Caboclos e Pretos-Velhos, são espíritos ancestrais que estão ligados, cada um, a um Orixá. Assim, as crianças trazem a vibração dos Orixás Ibeji, conhecidos na Umbanda Esotérica como Yori; os Pretos-velhos vêm sob as vibrações dos Orixás Obaluaiê, Nana Burukum ou Yorimá e os Caboclos podem ser de Oxossi, Xangô, Ogum etc. Também é preciso falar que existem os chamados cruzamentos vibratórios em que uma entidade de Ogum, por exemplo, pode trazer também as forças de outro orixá, como Ogum Yara que além das forças de Ogum, movimenta também as forças dos Orixás das águas, como Yemanjá, Oxum etc.

Vejamos alguns exemplos de Caboclos de Oxossi: Caboclo Sete Flechas, Caboclo Folha Seca, Caboclo Pena Vermelha, Cacique das Matas, Caboclo Cobra-coral, Cabocla Jurema, Cabocla Jacyra, Caboclo Ventania, Caboclo Caçador e outros. Na linha de Ogum temos: Ogum de Lê, Ogum Beira-mar, Ogum Matinata, Ogum Sete Ondas, Caboclo Biritan, Ogum Megê, Ogum Sete Espadas e mais uma plêiade de espíritos que vêm sob essa vibração. Entre os caboclos de Xangô temos muitos caboclos famo­sos, como Caboclo das Sete Pedreiras, Caboclo Vira-mundo (que vem como Xangô ou Oxossi), Xangô Kaô, Caboclo Pedra Branca, Caboclo da Pedra Preta etc. Para citar alguns da linha de Oxalá, que dificilmente baixam, temos Caboclo Ubiratan, Caboclo Girassol, Caboclo Ipojucan, Caboclo Guaracy e Caboclo Tupi. Esses caboclos, normalmente, vêm fazendo cruzamento vibratório com outros orixás, especialmente com Oxossi.
Todas as entidades de Umbanda são importantes. Ainda que alguns se orgulhem de serem médiuns de caboclos renomados e tidos como chefes de falange, o que vemos é que quando estão no terreiro, os Caboclos tratam uns aos outros como iguais, mostrando que o que importa é o trabalho espiritual e, como em uma aldeia, tudo é feito em conjunto e com as ordens dos planos superiores. Assim diz um ponto cantado de caboclos: na sua aldeia ele é caboclo, é Rompe-mato e seu mano Arranca-toco, na sua aldeia lá na jurema, não se faz nada sem ordem suprema.

É também do linguajar de caboclo, que não cai uma folha da jurema (da mata), sem ordem de Oxalá, ou seja, que tudo na vida tem motivo e que nossas ações são registradas na lei de causa-e-efeito, ou lei do karma. Mas isso não significa ficar passivo, esperando o pior acontecer. Os Caboclos também ensinam a termos coragem e a sermos guerreiros na vida, lutando pelo que é justo e bom para todos. No que é possível, os caboclos nos ajudam a entrar na macaia (a mata que simboliza a vida), a cortar os cipós do caminho (vencer as dificuldades) e, se preciso, caçar os bichos do mato (vencer as interferências espirituais negativas). Essa postura é evidenciada em vários pontos, como esse:

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Atira, atira, eu atirei, eu bamba vou atirar Bicho no mato é corredor, Oxossi na mata é caçado.
Cadê Vira-mundo pemba (bis)
Tá no terreiro, pemba, com seus caboclos, pemba.
Veado no mato é corredor, cadê meu mano caçador
E o Caboclo Ventania que me protege noite e dia.

Para quem vivência o terreiro, que há anos luta as batalhas espirituais e já viu os caboclos vencendo as demandas dos filhos-de-fé, afastando entidades negativas, tratando doenças que a medicina muitas vezes não resolve e dando lições de simplicidade, humildade, coragem e persistência, ouvir ou mesmo lembrar esses pontos cantados, traz uma sensação de alegria que enche o coração, renova o ânimo e nos dá a certeza de que estamos no caminho certo. Melhor do que qualquer leitura sobre caboclo é vê-lo incorporado atendendo quem precisa.

Fonte: Revista Orixás, Candomblé e Umbanda – Ano I – Nº 02

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A Falange dos Erês, dos Ibejis, das Crianças na Umbanda

A Falange dos Erês, dos Ibejis, das Crianças na Umbanda

São a alegria que contagia a Umbanda. Descem nos terreiros simbolizando a pureza, a inocência e a singeleza. Seus trabalhos se resumem em brincadeiras e divertimentos. Podemos pedir-lhes ajuda para os nossos filhos, resolução de problemas, fazer confidências, mexericos, mas nunca para o mal, pois eles não atendem pedidos dessa natureza. São espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. Em sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces.
Assim como todos os servidores dos Orixás, elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás, sendo extremamente respeitados pelos caboclos e pelos pretos-velhos. É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É a única linha em que a comida de santo (Amalás), leva tempero especial (açúcar). É conhecido nos terreiros de Nação e Candomblé, como (ÊRES ou IBEJI). Na representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver. A linha de Ibeji é tão independente quanto à linha de Exu. Ibeijada, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis, são esses vários nomes para essas entidades que se apresentam de maneira infantil.
No Candomblé, o Erê, tem uma função muito importante. Como o Orixá não fala, é ele quem vem para dar os recados do pai. É normalmente muito irrequieto, barulhento, às vezes brigão, não gosta de tomar banho, e nas festas se não for contido pode literalmente botar fogo no oceano. Ainda no Candomblé, o Erê tem muitas outras funções, o Yaô, virado no Erê, pode fazer tudo o que o Orixá não pode, até mesmo as funções fisiológicas do médium, ele pode fazer. O Erê muitas vezes em casos de necessidade extrema ou perigo para o médium, pode manifestar-se e trazê-lo para a roça, pegando até mesmo uma condução se for o caso.
Na Umbanda mais uma vez, vemos a diferença entre as entidades/divindades. A Criança na Umbanda é apenas uma manifestação de um espírito cujo desencarne normalmente se deu em idades infanto-juvenis. São tão barulhentos como os Erês, embora alguns são bem mais tranqüilos e comportados. No Candomblé, os Erês, tem normalmente nomes ligados ao dono da coroa do médium. Para os filhos de Obaluaiê, Pipocão, Formigão, para os de Oxossi, Pingo Verde, Folinha Verde, para os de Oxum, Rosinha, para os de Yemanjá, Conchinha Dourada e por ai vai. As Crianças da Umbanda tem os nomes relacionados normalmente a nomes comums, normalmente brasileiros. Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho, Cosminho, etc…
As crianças de Umbanda comem bolos, balas, refrigerantes, normalmente guaraná e frutas, os Erês do Candomblé além desses, comem frangos e outras comidas ritualisticas como o Caruru, etc… Isso não quer dizer que uma Criança de Umbanda não poderá comer Caruru, por exemplo. Com Criança tudo pode acontecer. Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança. É necessária muita concentração do médium (consciente), para não deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida. Os “meninos” são em sua maioria mais bagunceiros, enquanto que as “meninas” são mais quietas e calminhas. Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome, etc… Estas características, que às vezes nos passam desapercebido, são sempre formas que eles têm de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da assistência. Os pedidos feitos a uma criança incorporada normalmente são atendidos de maneira bastante rápida. Entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos também é. Nunca prometa um presente a uma criança e não o dê assim que seu pedido for atendido, pois a “brincadeira” (cobrança) que ela fará para lhe lembrar do prometido pode não ser tão “engraçada” assim. Poucos são aqueles que dão importância devida às giras das vibrações infantis. A exteriorização da mediunidade é apresentada nesta gira sempre em atitudes infantis. O fato, entretanto, é que uma gira de criança não deve ser interpretada como uma diversão, embora normalmente seja realizada em dias festivos, e às vezes não consegamos conter os risos diante das palavras e atitudes que as crianças tomam. Mesmo com tantas diferenças é possível notar-se a maior características de todos, que é mesmo a atitude infantil, o apego a brinquedos, bonecas, chupetas, carrinhos e bolas, como os quais fazem as festas nos terreiros, com as crianças comuns que lá vão a busca de tais brinquedos e guloseimas nos dias apropriados. A festa de Cosme e Damião, santos católicos sincretizados com Ibeiji, à 27 de Setembro é muito concorrida em quase todos os terreiros do pais. Uma curiosidade: Cosme e Damião foram os primeiros santos a terem uma igreja erigida para seu culto no Brasil. Ela foi construída em Igarassu, Pernambuco e ainda existe. Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões. Preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles. Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito amigas e têm mais poder do que imaginamos. Mas como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos.

MAGIA DA CRIANÇA

O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são… todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos. Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem. Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa, atuam em qualquer tipo de trabalho, mas, são mais procurados para os casos de família e gravidez. A Falange das Crianças é uma das poucas falanges que consegue dominar a magia. Embora as crianças brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para o seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos. Imaginem uma criança com menos de sete anos possuir a experiência e a vivência de um homem velho e ainda gozar a imunidade própria dos inocentes. A entidade conhecida na umbanda por erê é assim. Faz tipo de criança, pedindo como material de trabalho chupetas, bonecas, bolinhas de gude, doces, balas e as famosas águas de bolinhas -o refrigerante e trata a todos como tio e vô. Os erês são, via de regra, responsáveis pela limpeza espiritual do terreiro.

ONDE MORAM AS CRIANÇAS
A respeito das crianças desencarnadas, passamos a adaptar um interessante texto de Leadbeater, do seu livro “O que há além da Morte”. “A vida das crianças no mundo espiritual é de extrema felicidade. O espírito que se desprende de seu corpo físico com apenas alguns meses de idade, não se acostumou a esse e aos demais veículos inferiores, e assim a curta existência que tenha nos mundos astral e mental lhe será praticamente inconsciente. Mas o menino que tenha tido alguns anos de existência, quando já é capaz de gozos e prazeres inocentes, encontrará plenamente nos planos espirituais as coisas que deseje. A população infantil do mundo espiritual é vasta e feliz, a ponto de nenhum de seus membros sentir o tempo passar. As almas bondosas que amaram seus filhos continuam a amá-los ali, embora as crianças já não tenham corpo físico, e acompanham-nas em seus brinquedos ou em adverti-las a evitar aproximarem-se de quadros pouco agradáveis do mundo astral.” “Quando nossos corpos físicos adormecem, acordamos no mundo das crianças e com elas falamos como antigamente, de modo que a única diferença real é que nossa noite se tornou dia para elas, quando nos encontram e falam, ao passo que nosso dia lhes parece uma noite durante a qual estamos temporariamente separados delas, tal qual os amigos se separam quando se recolhem à noite para os seus dormitórios. Assim, as crianças jamais acham falta do seu pai ou mãe, de seus amigos ou animais de estimação, que durante o sono estão sempre em sua companhia como antes, e mesmo estão em relações mais íntimas e atraentes, por descobrirem muito mais da natureza de todos eles e os conhecerem melhor que antes. E podemos estar certos de que durante o dia elas estão cheias de companheiros novos de divertimento e de amigos adultos que velam socialmente por elas e suas necessidades, tomando-as intensamente felizes.” Assim é a vida espiritual das crianças que desencarnaram e aguardam, sempre felizes, acompanhadas e protegidas, uma nova encarnação. É claro que essas crianças, existindo dessa maneira, sentem-se profundamente entristecidas e constrangidas ao depararem-se com seus pais, amigos e parentes lamentando suas mortes físicas com gritos de desespero e manifestações de pesar ruidosas que a nada conduzem. O conhecimento da vida espiritual nos mostra que devemos nos controlar e nos apresentar sempre tranqüilos e seguros às crianças que amamos e que deixaram a vida física. Isso certamente as fará mais felizes e despreocupadas

 

Erês na Umbanda (ou Crianças) são a representação da alegria e da pureza.

Abaixo, seguem orações para fazer aos Erês na Umbanda sempre que quiser ou precisar.

Oração aos Erês/Crianças I

Amados São Cosme e São Damião,

Em nome do Todo-Poderoso

Eu busco em vós a bênção e o amor.

Com a capacidade de renovar e regenerar,

Com o poder de aniquilar qualquer efeito negativo

De causas decorrentes, do passado e presente,

Imploro pela perfeita reparação do meu corpo e de [dizer nome dos seus familiares]

Agora e sempre, desejando que a luz dos santos gêmeos esteja em meu coração!

Vitalize meu lar, a cada dia, trazendo-me paz, saúde e tranqüilidade.

Amados São Cosme e Damião,

Eu prometo que, alcançando a graça, não os esquecerei jamais!

Assim seja e assim se faça!

Salve São Cosme e Damião!

Oração aos Erês/Crianças II

Omi Ibeji. Bejé eró!

Salve a força das crianças!

Salve os Erês Força pura, verdadeira,

Que reluz no céu azul Traga ao nosso lar a paz E a esperança, Zele por todas as crianças.

Encaminhe minhas preces a Oxalá Pai de imensa pureza, que meus pedidos feitos com clareza e verdade sejam atendidos. [Fazer pedido]

Doces crianças, oh Erês, representantes de Cosme e Damião,

Que vossa santa proteção me sirva de consolo e apoio nas horas difíceis.

Aceitem minha humilde oferenda que é feita com verdade e fé e interceda por mim junto ao Pai de Amor Supremo.

Agradeço às Crianças!

Salve Erês!

Erês na Umbanda

 

Oração aos Erês/Crianças III

São Cosme e São Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes a cura do corpo e da alma de vossos semelhantes.

Abençoai todos os médicos e farmacêuticos, medicai meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra todo mal.

Que vossa inocência e simplicidade, acompanhe e proteja todas as crianças.

Que a alegria da consciência tranquila, que sempre vos acompanhou repouse também em meu coração.

Que a vossa proteção São Cosme e São Damião, conserve meu coração simple e sincero, para que as palavras de Jesus, também sirvam para mim:

“Deixai vir a Mim os pequeninos, porque deles é o Reino dos Céus.”

Ah São Cosme e São Damião, rogai por todos nós.

Amém!

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Brados, Assovios e Pontos Cantados

Brados, Assovios e Pontos Cantados
É muito freqüente as entidades de Umbanda logo que incorporam, emitirem certos assovios e brados, ou quando estão dando os chamados popularmente “passes”. No caso dos brados dados no momento da incorporação, são mantras, palavras vibradas que canaliza para o médium certas classes de energia, a depender da linha da entidade atuante, que logo se misturam ao aura do médium, equilibrando-o, regularizando o fluxo e equilibrando os chacras principais a serem utilizados na mecânica da incorporação, permitindo que o mentor possa atuar o mais desembaraçado possível naquele aparelho. São técnicas astrais superiores de manipulação de forças sutis vitais que somente esses grandes senhores da luz sabem movimentar.
Temos por exemplo: quando uma determinada entidade da vibratória Arásha Xangô, logo ao incorporar emite um brado “Kaô”, de forma a parecer mais um trovejar surdo, mas emite também outros mantras. Indica que naquele momento estão sendo manipuladas – além das energias inerentes a Xangô – determinados entrecruzamentos vibratórios necessários aos trabalhos que irão ser realizados, visando equilibrar o campo mental e astral do médium que vai utilizar.
Os assovios não são diferentes. As entidades da Sagrada Corrente Cósmica de Umbanda conhecem bem a magia do som ou, em nível cosmogônico, a doutrina mântrica e a utilizam segundo a necessidade e a tônica vibratória a que pertencem, tudo visando promover a harmonia dos espíritos por ela tratrados.
Assim, quando virem alguma entidade mantranizando desta forma, como descrito, já saberão que ali está sendo feita uma terapia e, portanto, há ciência, fundamento, e não primitivista como alguns mais desinformados costumam apregoar. Claro que aqui não entraremos em pormenores do assunto, pois o objetivo nesse momento é o de esclarecer o básico. No futuro, se Zamby permitir, haverá um aprofundamento gradual nesses conceitos.
Os pontos cantados, muito comuns nos terreiros, sejam eles de quaisquer grau, são mantras codificados. É claro que eles são dados pelas entidades, quando realmente incorporadas em seus médiuns e mais raramente pela sensibilidade astral. Quando assim o é, dizemos que esse ponto é de raiz. Os pontos cantados são verdadeiras preces e invocações que geram imagens positivas, induzindo todos as coisas da espiritualidade. E, para aproveitar seus benefícios, o Caboclo 7 Espadas aponta o seguinte caminho: “Procurem entoar os pontos cantados adequadamente, sentindo-os e não apenas cantando-os. Sinta-os em sua alma e verá surpreso, como você canta bem, como você está bem.
O ponto cantado é o caminho vibratório por onde anda a gira. É o verbo sagrado, portanto entoe-os adequadamente, harmoniosamente…”. Portanto, caro irmão de fé, de agora em diante, comece a acompanhar de forma mais ativa a gira. Para isso procure estudar bem a entonação e a letra e só depois de bem aprendida comece a cantar. Você verá como se sentirá mais em paz e equilibrado. Experimente e verá!
E, para acabar esse tópico diremos que cada ponto possui um ritmo particular, que por sua vez indicam uma freqüência ligada as linhas espirituais de que se originam. Vejamos o quadro abaixo e entenderemos melhor este aspecto:
a) vibração espiritual de Oxalá – os sons de seus pontos são místicos e predispõem as coisas do espiritual;
b) vibração espiritual de Ogum – seus sons são vibrantes, induzem ao despertar da fé verdadeira e pura;
c) vibração espiritual de Oxóssi – seus sons são imitações da harmonia da natureza e ajudam no equilíbrio psíquico;
d) vibração espiritual de Xangô – seus sons são graves, são cantados baixos, reforçam o campo astral e portanto emocional;
e) vibração espiritual de Yorimá (pais-velhos) – seus sons são dolentes, melancólicos, predispõem a meditação, ao auto-conhecimento;
f) vibração espiritual de Yori (crianças) – seus sons são alegres, predispõem ao bom ânimo;
g) vibração espiritual de Yemanjá – seus sons são suaves, predispondo a renovação afetiva e emocional.

CABOCLO COBRA CORAL

Quando falamos do Caboclo Cobra Coral, falamos também da supremacia da Umbanda, que é uma religião, formada dentro da cultura religiosa brasileira incluindo v?rios elementos, inclusive de outras religi?es. Foi no Brasil que os esp?ritos ind?genas de diferentes posi??es geogr?ficas encontraram dentro de uma Espiritualidade a verdadeira oportunidade de evolu??o. A cria??o do primeiro Centro Esp?rita no Brasil, foi na Cidade de Salvador em 1865, constru?do por um grupo denominado ?Fam?lia do Espiritismo?, A base deste Centro Esp?rita, era sedimentada na doutrina de Allan Kardec. Nas sess?es realizadas neste Centro Esp?rita, havia a incorpora??o, de esp?ritos de origem ind?genas, que eram os caboclos e caboclas em evolu??o. Naquela ?poca o espiritismo era praticado com muita restri??o.

Na lingua portuguesa, o significado de caboclo é o mestiço de branco com o indigena. A história oficializou o inicio da Umbanda no Brasil em 1908, com a incorporacao do Caboclo Sete Encruzilhadas, porém foram encontradas publicações de que em 1890, o Caboclo Cobra Coral era incorporado por um jovem de 16 anos e que praticava a caridade conforme os fundamentos da Umbanda. O Caboclo Cobra Coral, como todo caboclo, conserva a vibra??o primária de Oxossi, por?m com grande atuação na vibração original da linha de Xang?, que no sincretismo religioso corresponde ao S?o Jer?nimo, representante da Justiça divina, da lei Karmica, ? o dirigente das almas, o senhor da balan?a universal que fortalece o nosso estado espiritual.

O astro que rege esta linha é Júpiter e tem como guardião o anjo Miguel. Cobra Coral é um indio tranq?ilo e sábio, profundo conhecedor das magias e das curas. Conhece os segredos dos animais pe?onhentos, sua imagem é de um cacique alto, traz um tacape na m?o esquerda e uma cobra coral na m?o direita e outra na cintura. Ele n?o ? apenas famoso no mundo físico, tamb?m no plano espiritual se conhece bem a sua fama. Muito temido pelos espiritos de ordem inferior, sendo conhecido no submundo astral como ?O Grande Cobra Coral?. No submundo astral muito esp?ritos inferiores e chefes de agrupamentos tão verdadeiro pavor em encontrá-lo. No mundo dos grandes m?gicos e magos, ele ? conhecido como ?O mago do Cajado da Cobra?.

Cobra Coral chefe da falange de origem asteca, foi a encarna??o do f?sico e astr?nomo Italiano Galileu Galilei no século XVII, considerado o pai da matem?tica e do ex-presidente norte americano Abra?o Lincoln. A sua ?ltima encana??o foi no norte do Brasil, na cidade de Cercania fronteira do Par?. O Caboclo Cobra Coral, ? o emblema da pureza e da magia. Jamais acenda vela para ele que n?o seja BRANCA. A f? que habita em cada um de n?s ? particular. Ela cresce se solidifica, e os anos mudam o nosso car?ter e cria comportamentos que ir?o nos diferencias por toda a nossa vida.

CABOCLO TREME TERRA
Caboclo Treme Terra – Legião Xangô Agodô – chefe Caboclo Treme-Terra – Falange Do Caboclo Treme Terra – Linha de Oxossi – Vibração de Xangô.
Caboclo guerreiro muito poderoso e sempre disposto a fazer o bem.
. Sua falange é o povo da Justiça , ampara os humildes e os humilhados. Por serem desta Falange praticam a caridade, doutrinam os irmãos sofredores, fazem curas e aplicam a medicina herbanária.
Quando falamos na personalidade de um caboclo ou de qualquer outro guia, estamos nos referindo a sua forma de trabalho. Ancestrais, espíritos dos índios dedicados à cura e à proteção da natureza, os Caboclos índios, boiadeiros e baianos atuam na energia vegetal, daí serem da linha de Oxossi dentro das 7 linhas de umbanda, devido a isto como todo o caboclo é índio ele vem sempre como linha de Oxossi.. Como são espíritos da mata propriamente dita, todos recebem forte influência de Oxossi, no sentido apenas do conhecimento químico das ervas, independente do Orixá que trabalhe.
Quanto à descrição de seu Caboclo TREME TERRA é uma coisa muito particular, de médium para médium, é coisa que não se aprende, pois se fosse assim não seria a entidade manifestando-se, não adianta falar, pois cada médium sente a vibração de forma diferente.
Enfim, o importante é procurar trabalhar e deixar que as entidades atuem da forma que elas acharem conveniente porque com certeza elas nos conhecem melhor do que nós próprios pensamos que nos conhecemos…
Que Oxalá te Proteja e Abençoe.


Pontos do CABOCLO TREME TERRA

Quando ele chega na Umbanda,
Ele brada:
Kiô, kiô, kiô, kiô.
Ele é o Caboclo Treme Terra,
Veio da sua aldeia,
Quando ele firma seu ponto, meu Pai,
Oi, ele não bambeia.

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Caboclo Ventania

 

Caboclo Ventania.

Conto essa história narrada pelo próprio espírito do Caboclo Ventania. Nome hoje usado por ele em alguns de seus médiuns.
Sua última encarnação foi como índio filho de um grande pajé; viajava sempre para renovar suas energias ao encontro do mar. Sua adoração por mãe Iemanjá veio pelas longas horas sentado em uma pedra visualizando o grande reino desta Orixá, à qual ele pedia sempre ajuda em seus rituais de cura dos enfermos em sua aldeia.
Viveu como índio Cherokee em uma vila as margens do rio Tenesse. Suas mulheres Índias cuidavam da lavoura, plantação de milho e abóboras; eram bordadeiras por excelência, e tinham o respeito de seus homens que as cultuavam como deusas. Os índios por sua vez cuidavam da caça de ursos, da pesca, da espiritualidade e da cura. Muito inteligentes tinham por habilidade natural entender e ou aprender rapidamente diversas línguas de outras tribos e mesmo de outras nacionalidades, o que ocorreu quando da invasão dos europeus às terras americanas.
Ventania era caçador e Xaman de sua tribo, pois os homens fortes, ao enfrentarem ursos e búfalos, acreditavam que os deuses davam a eles força espiritual para praticar tal bravura. Os Xamans cuidavam de doenças e passavam a receita vinda de seus ancestrais. Conversavam com os espíritos e os consultavam para tudo que faziam, portanto em uma vida primitiva já tinham a essência espiritual em suas veias. Ventania nos conta que eles já faziam suas poesias em forma de desenho e amavam a natureza como todo índio em qualquer nação.
Conta também que seu desencarne aconteceu na disputa por seu amor. A tribo tinha por hábito quando uma índia era pretendida por dois ou mais índios, eles disputavam em luta. O perdedor ou entendia e se convencia da derrota ou pedia para ser morto pelo vencedor, e foi o que aconteceu. A índia em questão iria ser disputada por ele e outro índio que tinha o nome de Chuva Vermelha por ser muito rápido com flechas em chamas. Ao perder a luta, Chuva Vermelha disse que não o mataria; pois o respeitava pelas inúmeras curas e pelas inúmeras caças que Ventania já havia feito na aldeia. Porém, Ventania inconformado com a derrota, pediu que o matasse, pois o mundo seria ruim para ele sem a moça. E foi o que aconteceu. Com uma machadada na cabeça ele desencarnou.
Devido ao ato dele ter rogado pela sua própria morte, se encontrou por longos anos no Umbral, onde somente quando pode se encontrar com Espíritos de Luz, compreendeu o ocorrido e pôde ir para as esferas de evolução onde hoje, Ventania trabalha também como Espírito de luz. O nome Ventania foi escolhido por ser mais parecido como Raio de Vento, que usou naquela encarnação, quando devido à velocidade com que caçava búfalos e veados, foi denominado assim.
Em terra, como Espírito de Luz trabalhando na Umbanda, Ventania realiza desobsessões, cura e aconselhamento.
Ventania gosta de vinho tinto suave e suco de milho. Vibra na energia das pedras de cascalhos, basaltos e quartzo verde. Seus amuletos são à base de pedras ou algo de couro. Seu dia comemorativo é 21/02

ORAÇÃO AO CABOCLO VENTANIA

Ó grandioso Caboclo Ventania!
Antigo espírito do bem,
lança tuas flechas de luz em minha direção,
cubra-me com tua proteção.
Renove minhas energias,
elevando sempre meu coração
ao ápice da bondade,
que soube a sua energia, eu aprenda a perdoar mais, esquecendo-me verdadeiramente minhas mágoas.
Arrebata a minha alma,
para que somente amor eu consiga dar.
Vem espírito superior do vento e do tempo.
Grande mestre do sopro, divino
carrega-me em teus braços,
daí-me a força que preciso,
para continuar o que aqui vim fazer,
e nunca me esquecer dos teus ensinamentos.
Oh… espírito benfazejo,
sopra em minha direção,
que meus instintos me façam nunca se acovardar, diante dos obstáculos
que a vontade de continuar
não adormeça em meu coração,
pois dela preciso
para espalhar a fé, a confiança, o otimismo, e a felicidade de uma encarnação.
Desliga-me de todas as minhas decepções
com o fervor de teu sopro, o mal não me alcançará.
Aqueles á quem me querer mal não terão êxito.
Pois eu que sou teu filho entrego-me a vós para que assim eu leve
o amor ao coração de todos que passarem por mim.
Vem espírito da brandura,
circula este sopro de amor em volta de mim, promove-me cura neste instante.
Lava meu interior,
e que nele nasça a força da tua humildade,
para que eu possa espalhar a verdade e
o conforto de uma palavra amiga,
até o dia de minha partida.
Em nome do Mestre maior da Terra, meu Jesus amado, vós que sois
um Mensageiro Celestial esteja em mim hoje e sempre.

Amém.

Autor: Mago Cigano

CABOCLOS
A FALANGE DOS CABOCLOS

Os caboclos, são muito conhecidos na umbanda, pelos seus passes aliviadores e relaxantes, pela sua inteligência quanto a doenças, e por muitas outras coisas.
Todo caboclo tem uma vibração originária de orixá masculino e toda cabocla tem uma vibração originária de Orixá feminino, mas como falange, eles(as) podem penetrar em todas as vibrações de Orixás e do Oriente.
Para explicar melhor, citaremos o exemplo da Cabocla Jurema: toda cabocla Jurema tem vibração originária de Iansã, mas poderemos encontrar a mesma entidade trabalhando em outras vibrações como Jurema da Praia, na vibração de Iemanjá; Jurema da Cachoeira, na vibração de Oxum; Jurema da Mata, na vibração de Oxoce, e assim sucessivamente. É a mesma entidade, com vibração originária de Iansã, penetrando em outras vibrações de Orixás.
Segue-se a relação dos caboclos e caboclas mais conhecidos na Umbanda, com sua respectiva vibração originária.

CABOCLOS DE OGUM

Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, Beira-Mar, Caboclo da Mata, Caiçaras, Guaracy, Icaraí, Ipojucan, Itapoã, Jaguarê, Rompe Aço, Rompe Ferro, Rompe Mato, Rompe Nuvem, Sete Matas, Sete Ondas, Tabajara, Tamoio, Tupuruplata, Ubirajara, etc.

CABOCLOS DE XANGÔ

Araúna, Caboclo do Sol, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Girassol, Goitacaz, Guará, Guaraná, Janguar, Juparã, Mirim, Sete Cachoeiras, Sete Caminhos, Sete Estrelas, Sete Luas, Sete Montanhas, Tupi, Treme Terra, Sultão das Matas, Cachoeirinha, Urubatão, Urubatão da Guia, Ubiratan, etc.

CABOCLOS DE OXOSSI

Arruda, Aimoré, Arapuí, Boiadeiro, Caboclo da Lua, Caçador, Flecheiro, Folha Verde, Guarani, Japiassú, Javarí, Paraguassu, Mata Virgem, Pena Azul, Pena Branca, Pena Verde, Pena Dourada, Rei da Mata, Rompe Folha, Sete Flechas, Serra Azul, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Ubá, Sete Encruzilhadas, Junco Verde, Tapuia, etc.

CABOCLOS DE OMULÚ

Arranca Toco, Acuré, Aimbiré, Bugre, Guiné, Giramundo, Yucatan, Jupurí, Uiratan, Alho d”Água, Pedra Branca, Pedra Preta, Laçador, Caboclo Roxo, Grajaúna, Bacuí, Piraí, Surí, Serra Verde, Serra Negra, Tira Teima, Folha Seca, Sete Águias, Tibiriçá, Viramundo, Ventania, etc.

CABOCLAS DE IANSÃ

Bartira, Jussara, Jurema, Japotira, Maíra, Ivotice, Valquíria, Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Potira, etc.

CABOCLAS DE IEMANJÁ

Diloé, Cabocla da Praia, Estrela d”Alva, Guaraciaba, Janaína, Jandira, Jaci, Sete Ondas, Sol Nascente, etc.

CABOCLAS DE NANÃ

Assucena, Inaíra, Juçanã, Janira, Juraci, Luana, Muiraquitan, Sumarajé, Xista, Paraguassú, etc.

CABOCLAS DE OXUM

Iracema, Yara, Imaiá, Jaceguaia, Juruema, Juruena, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunuê, Mirini, etc.

A FALANGE DOS CABOCLOS DETALHADA


Habitat: matas e ambientes da vibração originária
Libação: água de côco, mate, mel com água, caldo de cana, vinho tipo moscatel
Ervas: cipó cabeludo, cipó caboclo, eucalipto, guiné caboclo, guiné pipi, samambaia
Flores: girassol, flor de ipê, palmas de diversas cores, conforme a vibração originária
Essências:
Para os caboclos: eucalipto, girassol.
Para as caboclas: eucalipto, pinho, tintura de tolu
Fitas: verde, vermelha e branca
Pedras: quartzo verde
Metal: da vibração originária
Dia da semana: Quinta-feira ou o dia da vibração originária
Dia da Lua: não tem dia específico
Saúde: não tem área de saúde específica
Ímãs para trabalho: de acordo com a orientação da entidade
Objetivo: vigor, pujança, energia
Cozinha ritualística: milho e amendoim cozidos e passados no mel, servido com folhas pequenas de saião, que servem como “colher” e que ta

mbém devem ser ingeridas

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Mirongas da vovó Maria conga

MIRONGAS DA VOVÓ MARIA CONGA

O que é mironga?

Mironga é como chamamos a ?magia? de preto-velho, a mandinga dos espíritos que se apresentam como negros idosos e sábios para ajudar os filhos que os procuram.
Aqui vão algumas mirongas que essa nega véia tem a ensinar para resolver as dificuldades do coração, muito comum nos queixumes e pedidos de auxílio dos filhos da Terra.
Leia tudo com muita atenção e principalmente, aplique isso no seu dia-dia.

1 ? Como você poderá levar felicidade e alegria para outra pessoa? Primeiro relacione-se com seu eu interior. Depois busque alguém.

2 ? Assuma a responsabilidade pelo seu relacionamento. Não é magia, inveja, ciúmes de terceiros, etc, que irá separar aquilo que o amor uniu.

3 ? É claro que também nenhuma simpatia, reza ou trabalho irá unir ou ?amarrar? aquilo que a falta de carinho desuniu.

4 ? Simplificando: quem procura as coisas ocultas para resolver problemas sentimentais é imaturo. Ruim do juízo e doente do coração.

5 ? Desapegue-se! Porque o amor é um sentimento livre. Um eterno querer bem. Um carinho incondicional. Quase um sentimento de devoção. Se vc ?gosta? tanto de alguém, que prefere ele ?morto? do que feliz com outra pessoa, escute: Isso não é amor! Simples ilusão disfarçando o egoísmo?

6 ? Aprenda que ninguém irá te completar. Você já é completo! Mas quando um relacionamento é calcado no mais puro amor, muito do amado vive no amante, e muito do amante pra sempre viverá no amado. Quer milagre maior que esse?

7 ? às vazes é melhor sozinho do que mal acompanhado! Sabedoria popular?, mas o que têm de doutor e doutora que não consegue entender isso.

8 ? Ponha o pé no chão, se não é o momento de encontrar sua alma gêmea nesta vida, pare de enfeitar suas próprias desilusões com devaneios. Encare a realidade de frente.

9 ? A vida vai passando, com ele/a, ou sem ele/a. E a morte se aproximando?

10 ? Por isso, vão viver a vida meus filhos! Quem sabe ela não está guardando um presente para vocês? Não existe mironga maior que essa!.

Preta Velha Maria Conga

Eu Adorei às Almas

Vovó Cambinda…
De Aruanda, de Angola, das Almas, da Guiné… de todos os lugares!

Uma entidade que conversa bastante, com voz calma e mansa, caminha bem arcada e lentamente, apresenta-se em trajes humildes e dá bronca como toda boa velha Iyabá – esta é Vó Cambinda de todas as nações! Gosta de puxar a orelha de seus filhos! Enxerga muito pouco e obriga o médium a piscar várias vezes na consulta. Ri muito, faz seu fumego e gosta de contar “causos” do tempo da escravidão. Conhece muita coisa da vida!
Vovó Cambinda trabalha em diversas falanges, com diversas denominações. Cada uma possui suas particularidades e suas histórias, mas todas possuem, em comum, os trejeitos e as manias que definiram muito bem seu aspecto e sua apresentação nas Tendas de Umbanda. Ela é especialista em solucionar problemas de ordem pessoal, com conselhos que caem como uma luva em seus filhos! Ela é uma entidade que não deixou de ser “babá” de seus sinhozinhos e da molecada da senzala.
Cambinda representa esse apanhado de negras que trabalharam nas Casas de Engenho cuidando da gurizada e da comida que era servida ao senhores feudais. Sábias, recatadas, zelosas, amororosas, pacenciosas e abnegadas. Sem mágoas em seu coração. Sempre aconselharam o amor ao próximo.
Quem possui em sua Tenda uma “Vó Cambinda” zele dela com amor e respeito, porque ela trabalha com dedicação, mas é exigente com seus filhos. Ela é “nega de uma palavra só e quando diz que não quer mais e não faz, nega véia não faz!” – palavras de Vovó Cambinda.

“Cambinda mamãe ê, Cambinda mamãe a…
Cambinda mamãe ê, Cambinda mamãe a…
Segura essa filha que eu quero ver…
Filha de Umbanda não tem querer!”

 


Pai Guiné
São muitas as lembranças da minha encarnação como escravo em uma fazenda de café no interior paulista. O som da chibata, os gritos dos feitores que saíam à caça dos escravos fugidos, as amas de leite obrigadas a amamentar os filhos da sinhá. Lembranças pungentes de muito sofrimento. Quando a princesa Izabel assinou a Lei Áurea, eu estava velho e muito doente.

A senzala era o único lugar onde o negro conseguia ser livre. Minha história de vida foi muito triste, mas aprendi muito. O sinhô era um homem muito refinado e não me tratava mal, mas a sinhá era uma mulher muito infeliz. Seu coração cheio de fel não sabia amar. Era temida e detestada. Por muito pouco mandava chicotear os escravos da senzala e o sinhô fazia todas suas vontades. Negrinhos eram afastados das suas mães, velhos escravos iam para o tronco e as escravas caseiras tremiam com as ordens da caprichosa sinhá. Eu não me queixava e jamais cultivei o ódio e a vingança. Alguns escravos odiavam os senhores com todas as forças até à morte. No plano espiritual, continuavam a perseguição perturbando os senhores com a força da magia negra e da vingança. Como é bom ser bom! Como é triste ser mau! Quantas lágrimas e sofrimentos os senhores plantaram através de suas atitudes. No entanto, todos caminharemos para a Eterna Felicidade! O caminho mais sublime é o Amor, mas alguns só evoluem através da Dor!

Eu era forte e jovem, mas quando meu grande amor foi vendido, capricho da sinhá, minha saúde nunca mais foi a mesma. Minha vida mudou bastante e o meu consolo eram as rezas. Jamais cultivei a revolta ou a vingança. Os Orixás me davam a paz e o consolo para suportar as provas daquela encarnação.

Pior que a escravidão os grilhões da maldade e do preconceito. Muito pior que nosso sofrimento era o peso dos pecados daqueles que oprimiam seus irmãos de cor. No dia 13 de maio, a alforria! No entanto, as lembranças marcaram minha vida para sempre. Foi minha encarnação mais proveitosa. Nessa vida de martírios, cultivei a renúncia e a humildade.

Quando desencarnei, meu grande amor estava à minha espera. A linda escrava que eu amei e foi vendida já estava no Plano Espiritual ansiosa pelo meu retorno. Somos todos irmãos! Somos todos iguais!

Muito tempo se passou e agora estou novamente na Terra. Não como espírito encarnado, mas como pai velho trabalhando nos terreiros de Umbanda. Minha vestimenta astral é a de preto velho. Escolhi essa missão para estar mais perto dos meus filhos de fé. Muitos precisam de libertação, da alforria da paz e da fé. Essa é a missão dos pretos velhos! Conselho, resignação, amor e paz! Limpar com a fumaça do cachimbo os miasmas do mal e da doença. Aceitei essa tarefa sublime por muito amar a Humanidade. Conheci o sofrimento, a humilhação e a pobreza.

Minha mensagem é de libertação! Filho de fé liberte-se dos grilhões do orgulho e do egoísmo. Se você está sofrendo, não desanime! Confie no Pai Oxalá que tudo vê e tudo sabe! Faça sua parte no aprimoramento espiritual e na reformulação das suas atitudes. Liberte-se das vibrações negativas do desânimo, da tristeza e do pessimismo. Ame a Terra! Colabore para que esse Planeta melhore cada vez mais e seja um grande Lar de Amor! Liberte-se do peso da angústia através do Amor! Perdoe seus inimigos, porque Oxalá é o exemplo de Perdão e Misericórdia!

 

 

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Xangô Justiceiro Orações

Xangô Justiceiro

Não tolera a falsidade, a mentira e a desonestidade

Preces e Orações

PRECES

.Oh! Senhor dos Trovões. Pai da Justiça e da retidão. Orixá que abençoa os injustiçados e castiga os mentirosos e caluniadores. Defenda, meu Senhor, minha casa, minha família dos inimigos ocultos, dos ladrões e dos mentirosos. Oh! Xangô rogo-te as vibrações de amor e misericórdia, Pai da dinastia humana, livra-me de todo escândalo. Kaô Cabecilê!

.Senhor de Oyó. Pai justiceiro e dos incautos. Protetor da fé e da harmonia. Kaô Cabecilê do Trovão. Kaô Cabecilê da Justiça. Kaô Cabecilê, meu Pai Xangô. Morador no alto da pedreira. Dono de nossos destinos. Livrai-nos de todos os males. De todos os inimigos visíveis e invisíveis. Hoje e sempre, Kaô meu Pai!

.Salve Xangô! Orixá de grande força e harmonia.
Protetor dos injustiçados e advogados das boas causas.
Pedimos que nos envie um raio de luz e uma faísca de seu incomensurável poder, a fim de abrandarmos a violência de nossa manifestações de ódio e de rancor contra os nossos semelhantes. Mostrai-nos o caminho certo, para cumprirmos a missão que foi determinada pelo Pai. Se nossos erros ou nossas faltas nos desanimarem, deixai-nos sentir a sua presença, para seguir suas pegadas no caminho da fé e da caridade, para que assim possamos levar a Sua Justiça por toda a eternidade. Assim seja!

.Kaô cabecilê, grita Zambi, e ecoa em todos os cantos da Terra, na força do Criador, Saravá Xangô Orixá maior, dono de todas as cabeças. Repicam os grandes Atabaques da Lei de Umbanda, Kaô cabecilê, Rei do Nagô, nós sentimos sob a força de vossa vibração os fluídos benéficos de tua luz. Rei da Justiça, soberano da Sabedoria, abre seus braços sobre nós e esclareça os nossos digirentes para que não se choquem em emoções pessoais. Kaô Cabecilê, vejo tua Pena de Ouro, tua Macahada, tua Chave, tua Sabedoria presentes neste Gongá. Senhor dai-nos força e perdoai-nos se vós o ofendemos com nossos atos ou palavras, oh Orixá da palavra e da escrita. Saravá todos os Xangôs, Kaô Alafim, Achê, Agojô, Agogô, Aganjú e Saravá Xangô Laiara é hoje dia de Xangô, Kaô , Alafim e Agojô te dedicamos este nosso Adarrum. Saravá Xangô Kaô Cabecilê. Que assim seja para todo e sempre!

ORAÇÕES

.Poderoso Orixá de Umbanda,
Pai, companheiro e guia.
Senhor do equilíbrio e da justiça.
Auxiliar da Lei do Carma,
Só tu, tens o direito de acompanhar pela eternidade,
Todas as causas, todas as defesas, acusações e eleições,
Promanadas das ações desordenadas, ou dos atos impuros e benfazejos que praticamos.
Senhor de todos os maciços e cordilheiras,
Símbolo e sede da tua atuação planetária no físico e astral.
Soberano Senhor do Equilíbrio, da equidade,
Velai pela inteireza do nosso caráter.
Ajude-nos com sua prudência.
Defenda-nos das nossas perversões,
Ingratidões, antipatias, falsidades,
Incontenção da palavra e julgamento indevido dos atos
Dos nossos irmãos em humanidade.
Só Tu és o grande Julgador.
Kaô Cabecilê Xangô!

.Kaô meu Pai, Kaô
O Senhor que é o Rei da Justiça,
faça valer por intermédio de seus doze ministros,
a vontade Divina,
purifique minha alma na cachoeira.
Se errei, conceda-me a luz do perdão.
Faça de seu peito largo e forte meu escudo,
para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.
Empresta-me sua força de guerreiro,
para combater a injustiça e a cobiça.
Minha devoção ofereço.
Que seja feita a justiça para todo o sempre
É meu Pai e meu defensor,
conceda-me a graça de receber sua luz
e de receber sua proteção.
Kaô meu Pai Xangô, Kaô!

Oração dos doze Ministros de Xangô

Salve São Jerônimo,São João e São José!
Saravá, oh poderoso Pai Xangô!
Saravá os Doze ministros de Xangô!
Saravá meu pai Xangô e seus doze ministros da sua corte ,
grande Orixá,rei da justiça.
Senhor do trovão raiado olhai por mim no poder desta reza. Xângô poderoso,pai bondoso,mas justiceiro,
peço aos teus Doze Ministros por mim,
para que me absolva no seu grande tribunal do céu e da terra.
Doze pedras sustentam tua coroa no mais altodos penhascos,
que pai Zambi te deu.Olhai por mim,meu pai.
Tu és um Deus,um orixá que reina no céu e na terra como:
Senhor Kaô
senhor Bá
Senhor Doju
Senhor Alafim
Senhor Agodô
Senhor Ajacá
Senhor Afunjá
Senhor Abomi
Senhor Sambará
Senhor Aganju
Senhor Airá
Senhor Baru
Estas são tuas faces,
que olham os teus filhos nesta terra de dor e de aflição.
Olha por mim meu pai,
e seus Doze Ministros sempre a meu lado e a meu favor.
Doze Ministros,Doze coroas,
Doze meses do ano eu vencerei e vencerá quem estiver ao meu lado,
pois assim,o meu pai,o senhor Xangô ,quer.
Ao 1º Ministro Abiódún
Eu peço pela minha saúde
Ao 2º Ministro Onikôvi
Eu peço vitória em tudo que eu queira e mereça.
Ao 3º Ministro Onanxókún
Eu peço perdão pelas minhas faltas
Ao 4º Ministro Obá Telá
Eu peço Amor, e que ele nunca me falte,que eu possa também dar a quem não tem.
Ao 5º Ministro Olugban
Eu peço justiça e que ela seja feita conforme sua vontade
Ao 6º Ministro Aresá
Eu peço coragem na luta , e nunca fugir dela.
Ao 7º Ministro Arê Otún
Eu peço sabedoria nas decisões.;
Ao 8º Ministro Otun-Onikôi
Eu peço autoridade para mandar pra longe de mim os inimigos.
Ao 9 Ministro Otun-Onanxókún
Eu peço fartura na minha vida e na minha casa.
Ao 10º Ministro Nfó
Eu peço verdade a qualquer custo.
Ao 11º Ministro Ossi-Onikôyi
Eu peço união com os meus e a todos que estejam do meu lado.
Ao 12º Ministro Fkô-Kabá
Eu peço a Misericórdia de Xangô,
pois essa é a reza de invocação aos doze ministros .
E com esta reza eu estarei protegido,estarei guardado pelo poder,
pela Luz e pela Glória do senhor da Justiça.
Kaô Cabecile!Meu Pai Xangô.
Que assim seja!
E para sempre seja louvado!

Saiba mais sobre  Xangô click nos links abaixo:

Oferendas de xangô

Lendas de Xangô

Histórias de Xangô e Yansã

Caracteristicas dos filhos de Xangô

Orixá Xangô

história de Xangô

Comida de Xangô

Banhos de xangô

Características dos Filhos de Ibejis

Xangô

Quem é Xangô

Oração-preces e saudação a xangô

orações de xangô

Histórias de Xangô Agodo

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Histórias de Ogum

Ogum: conheça a história do Orixá e abra seus caminhos!
Ogum, o filho mais velho de Iemanjá, é um dos Orixás mais respeitados da Umbanda

Filho mais velho de Iemanjá, Ogum é um grande guerreiro e um dos Orixás mais respeitados. Ele é o deus africano da guerra e vai na frente dos outros Orixás, abrindo os caminhos. É caçador, ferreiro e inventa as suas próprias armas e ferramentas. Saiba mais sobre essa entidade e conte com a sua proteção e energia!

Características

Cores: azul-escuro, vermelho e verde
Dia da semana: terça-feira
Elemento: ferro
Incensos: manjericão e arruda
Números: 2 e 3
Pedras: água-marinha e sodalita
Planta: espada-de-são-jorge
Signo do Zodíaco: Áries
Símbolo: espada
Talismã: colar de contas azuis-escuras, ou vermelhas e brancas
Vela: azul-escura
Amor entre guerreiros

Ogum era um guerreiro que conquistava muitos reinos. Certo dia, ficou sabendo da fama de Obá, uma guerreira que lutou com homens mais fortes dos reinos vizinhos, vencendo a todos eles. Questionado se poderia ser vencido por Obá, se enfureceu e desafiou a guerreira para um duelo. Um dia antes da batalha, consultou um sábio para saber se venceria a luta.

Depois de jogar os búzios, o sábio previu que Ogum só venceria o duelo se ele oferecesse um caruru, prato feito com quiabo, para Oloru, no local onde fosse acontecer a luta. Durante a batalha, Obá estava quase vencendo Ogum. Ele, quando percebeu que perderia a luta, espalhou a oferenda que fez pelo chão. Obá, então, escorregou no quiabo e Ogum a imobilizou. Nesse momento, os dois se sentiram atraídos e ali mesmo decidiram se casar. O amor dos dois, porém, não durou para sempre, pois Obá acabou se casando com outro Orixá.
são jorge e ogum

Ogum e São Jorge

Na Umbanda, o Orixá é associado a São Jorge, do Catolicismo. O santo é padroeiro dos soldados e escoteiros. Ele foi um soldado do Império Romano e lutou contra a perseguição aos cristãos, sendo torturado e decapitado. Sua história se espalhou e o santo ganhou fama, ficando conhecido como o santo guerreiro. Sua imagem mostra ele derrotando um dragão, que simboliza o inimigo e as dificuldades.

O culto a São Jorge cresceu no Brasil pelos escravos que, proibidos de adorar seus Orixás, passaram a fazer pedidos ao santo, associando a imagem de São Jorge à Ogum.


Oração pra caminhar com Ogum

“Pai Ogum, que minhas palavras e pensamentos cheguem até vosso conhecimento, em forma de prece, e que sejam ouvidas e atendidas! Senhor das estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, que eu seja sempre um fiel seguidor do teu exército, e que nas minhas caminhadas eu encontre apenas as vitórias. Ogum, vencedor de demandas, que todos aqueles que cruzarem a minha estrada, cruzem com o propósito de engrandecer cada vez mais minha jornada de crescimento espiritual. Que em meus caminhos, possa eu ser merecedor das vossas bênçãos: a espada que me encoraja, o escudo que me defende e a bandeira que me protege. Meu Pai, não me deixe cair, não me deixe tombar! PATACURI OGUM! OGUNHÊ, MEU PAI!”

Fonte consultada: Livro Ogum – o rei de muitas faces e outras histórias dos Orixás

Conheça quais sãos os caminhos (falanges) de Ogum na Umbanda, pois Ogum domina a primeira Linha de Umbanda, que controla todos os fatos de execução e cobrança do carma de cada indivíduo ou grupo, daí serem soldados.

Ogum na Umbanda – falanges de ogum – todos tipos de ogum
1. Falange de Ogum Beira-Mar
Colaboradores de Iemanjá, Ogum Beira-Mar trabalha sobre a areia molhada, enquanto Ogum Sete-Ondas trabalha sobre as ondas. ceitam oferendas com velas nas cores branca, verde, vermelha e zul-clara.

2. Falange de Ogum Rompe-Mato
Ogum Rompe-Mato trabalha para Oxóssi (Odé) e Ossãe, nas matas. Ogum das Pedreiras trabalha para Xangô, nas pedreiras. Em ambos os casos, é a mesma falange que trabalha para os dois Orixás, com nomes diferentes. Rompe-Mato aceita suas oferendas na entrada da mata, nas cores verde, vermelha e branca, sendo a vela vermelha. Ogum das Pedreiras aceita suas oferendas em torno das pedreiras, nas cores verde e vermelha (misturadas geram o marrom), com velas nas mesmas cores.

3. Falange de Ogun Megê
É colaborador de Iansã; seu nome significa “Sete”. É o guardião dos cemitérios, rondando suas calçadas, lidando diretamente com a Linha das Almas. Toda sua oferenda será em vermelho e branco, próxima ao cruzeiro do cemitério (calunga pequena).

4. Falange de Ogum Naruê
Seu nome significa “Aquele que é o primeiro a gerar valor”. Trabalhando diretamente na Linha das Almas, desmanchando a magia negra, controla as almas quibandeiras. Aceita suas oferendas com Ogum Megê ou, ainda, dentro ou fora dos cemitérios, nas cores branca e vermelha. Alguns incluem uma pedra-ímã nos itens a oferecer-lhe.

5. Falange de Ogum Matinata
Com poucos médiuns que o incorporam, sua falange protege os campos de Oxalá, os locais abertos, floridos e iluminados. Mas não trabalha diretamente para esse Orixá. Aceita suas oferendas nos campos floridos, nas cores vermelha e branca.

6. Falange de Ogum Iara
Seu nome significa “Senhor”, trabalhando para Oxum. Suas oferendas deverão ser entregues na beira de rios, lagos ou cachoeiras, onde vibram, nas cores vermelha e branca ou verde e branca.

7. Falange de Ogun Delê (ou de Lei)
“Aquele que Toca o Solo”; como seu nome significa, é uma falange que vibra na linha pura de Ogum. São eles que trabalham diretamente no carma e sua cobrança, rondando o mundo. Suas cores são vermelha e branca e suas oferendas podem ser em qualquer lugar, ao ar livre.


Oferendas para Ogum na Umbanda:
Todas as falanges citadas recebem velas nas cores indicadas, cravos vermelhos (alguns aceitam cravo branco também),cerveja branca, ou, menos comum, vinhos, charutos e fósforos,sobre um pano branco.
Ervas: as mais comuns são espada-de-são-jorge, losna, jurubeba,comigo-ninguém-pode, romã.

 

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Caboclo Pena Verde

História do Caboclo Pena Verde

História do Caboclo Pena Verde de Oxossi

Eu tinha mais ou menos 15 anos de idade e ainda não tinha contato com a Umbanda, porém não leigo, pois, sempre gostei de ler. Tinha curiosidade de saber de tudo, e já tinha alguns conhecimentos sobre mediunidade, etc, mesmo porque eu tive sequentes “sonhos” que sempre acabavam em uma certa realidade. 

Foi nessa época que entre outros sonhos que tive, esse foi bem diferente, alias eu chamaria de pesadelo pelo que passei, mas claro que eram dicas ou algo tentando me dizer o que eu passaria ou que poderia ficar sabendo a partir daqui.

Numa certa noite dormindo tranquilo após ter lido algumas paginas de um livro, pois, sempre tive o “livro” como meu ponto de equilíbrio. E foi nesse sonho que eu me encontrei em um espaço aberto, eu diria descampado onde não havia gramas e sim um tapete de areia e  arbustos ressecados pela falta der água. Era como se estivesse no deserto texano vendo aquelas bolas de mato seco rolando com o vento que ardia os olhos.

Mas eu não estava só. Estava com o meu povo que estavam cortando aquele deserto em busca de lugar pra ficar e poder plantar para alimentar suas famílias. Eu era um guerreiro que tinha como obrigação de liderar meu povo. Com penas de tons verde e colares de dentes de onça que eram presentes por cada uma que eu caçava, eu caminhava na frente do meu povo para protegê-los. O cântico dos mais idosos da tribo soava a Deus Tupã por encontrarmos uma nascente e poder matar a sede, quando subitamente fomos surpreendidos pelos homens fardados de azul marinho e faixas brancas que cobriam seus olhos e começaram a atirar de forma circular. Ou seja: Estávamos  dentro de um circulo sem poder sair. Ordenei que meu povo fizesse uma barreira e juntos de uma só vez, romperam o circulo e se espalharam. O que se via era uma névoa de pólvora e o cheiro da morte que se espalhou pela terra.

 Foi nesse momento que senti minhas costas ficar gelada e dormente, pois entre meio tantas flechas lançadas uma delas atingiu-me fatalmente e minha respiração foi aos poucos se acabando e quando ia dar o ultimo suspiro, acordei.!

Passaram-se anos e a vida teve seu fluxo, até que um dia através de um amigo eu conheci um terreiro de Umbanda onde senti que teria muitas coisas pra e me dediquei. Tempo depois eu já com a minha mente aberta e recebendo entidades, que entre elas é o Caboclo Pena Verde contou que morreu com uma flechada que veio do seu próprio povo. Protegendo e tentando leva-los para um lugar seguro. Contou que foi surpreendido por exército que buscavam eliminar toda colonia indígena entre Brasil e Colômbia. E foi nessa luta cerrada entre soldados, que sentiu atravessar uma flecha em suas costas, como se fosse uma bala perdida nos dias de hoje.

Como eu disse, eu tive um sonho, mas a realidade ficou nas palavras do caboclo Pena Verde, direcionada a minha madrinha onde eu tive meu desenvolvimento. ( Tenda Pena Dourada).

Saravá Pena Verde

Significado de um Ponto de Entidade

Muitas pessoas me perguntam sobre o significado dos pontos, explico-lhes então, que é a identificação dos Guias, das Entidades, como se fosse sua assinatura, sua marca, é o sinal dos elementos aos quais estão ligados, que constituem seu campo de força, formação e atuação. Formas representativas, elementos da natureza e espiritual com os quais trabalha e que utiliza em suas manifestações de incorporação. São características que definem a linhagem espiritual destas Entidades, diz de sua procedência, sua origem e da legitimidade das mesmas.

Quando estas Entidades são formadoras e fundadoras de um Templo Espiritual como o nosso esta marca se torna um símbolo, um brasão que irá representar este Templo por toda a sua existência, mesmo após o desencarne do Médium através do qual estas Entidades se manifestavam e ergueram este Templo. O Comando destas Entidades permanecem à frente, assegurando a continuidade da Casa e seus trabalhos, aliadas as Entidades que herdaram o cumprimento da missão, que denominamos Entidades de Chefia, e ao Mentor em terra Mãe ou Pai de Santo através do qual se manifestam e que da mesma forma assumiram o compromisso de levar a diante este propósito, esta incumbência passada por Oxalá. A incumbência de servir e orientar o espírito, melhorando e aprimorando a humanidade.

O ponto de uma Entidade de luz, bem firmada junto à espiritualidade, pode ser usado também para trancar, bloquear o corpo físico e o próprio espírito de um Médium, dos efeitos de ações malignas, formando uma barreira envolvente para que energias e espíritos perturbadores não se aproximem, ou seja, esta marca é transformada pelo poder a ela constituído pelo plano de luz, em um campo de energia respaldado por toda força espiritual instalada e atuante dentro de um Templo, que impede a interferência, a infiltração de energias negativas e influenciadoras de baixa vibração e luz. Estes campos se diferenciam de acordo com a tribo, falange ou grupo de trabalho na espiritualidade ao qual pertence, porém todos com o mesmo propósito e capacidade de bloqueio.

O ponto do caboclo Pena verde, marca símbolo de nossa Casa traz toda vibração e energia do Orixá Oxossi, onde a cor verde deste Orixá na Umbanda predomina, tem em seu significado o Universo representado pelo circulo, as forças Divinas em seus pontos de harmonia e equilíbrio, representadas pelo triangulo, as linhas paralelas significam o caminho a ser percorrido, a jornada a ser seguida, as 7 estrelas são a firmeza com a qual a Casa esta amparada e com a qual é trabalhada cada pessoa que a procure, trazendo a luz emanada por Oxalá, sua proteção, a saúde, a paz interior, o amor a vida, a si próprio e ao próximo, a prosperidade e  o equilíbrio físico espiritual e material.

O ponto da Cabocla Jurema, tem o arco e a flecha da linha do Orixá Ogum Sete Flechas, as 7 estrelas firmando as pontas das 3 flechas que se cruzam, indicam o sentido  positivo, o negativo e o do equilíbrio de ambos, como opções dos caminhos a serem percorridos, em cada estrela a mesma firmeza e poder de estabelecer, proteção, saúde, paz, amor, prosperidade e equilíbrio físico espiritual e matéria, a estrela central, na união das 3 flechas, é a luz de Oxalá que comanda todos os caminhos.

Para se descrever, ou interpretar um ponto, segue aqui algumas orientações bem básicas do que deve ser analisado, existem analises mais aprofundadas que trazem características e significados mais específicos:

1 ponto, Origem de tudo

1 linha reta, mundo material

2 linhas retas, o homem e a mulher

1 linha curva, a polaridade

2 traços curvos,  o positivo e o negativo

1 triangulo as forças Divinas, o que podemos definir para melhor entendimento, como o Pai o Filho e o Espírito Santo

1 quadrado, os 4 elementos. Ar, terra, fogo e agua.

3 estrelas, as santas almas, usada muito  nos pontos dos Pretos Velhos

1 circulo, o Universo.

Cada ponto tem características próprias e devem ser sempre analisados e interpretados pelas próprias Entidades, que de forma natural e espontânea, riscam seu ponto sem a interferência dos Médiuns, fazendo fluir naturalmente no comando das mãos dos Médiuns, geralmente no chão de areia, e não como alguns Médiuns apresentam, previamente desenhado a critério do próprio Médium. Ao momento que estas Entidades estiverem bem firmadas e forem reconhecidas como tal e autorizadas pela espiritualidade a se manifestarem, dizendo de suas características, estes pontos com certeza poderão ser bem diferentes, o que poderá causar um constrangimento ao Médium.

Caso não se sinta sob a influência das Entidades na colocação de seus pontos o Médium deve aguardar sem ansiedades o momento certo para isso, para tudo e qualquer coisa na espiritualidade tem o seu momento, o momento que eles consideram o melhor e mais apropriado, não fica a mercê ou sob a vontade do Médium. Seriedade e também a marca de uma espiritualidade de Luz e de um Templo bem postado.

Sendo assim, deve sempre ser solicitado a Entidade presente para lhe explicar e conferir seu desenho para que ao ser entregue para a Entidade Chefe de seu Terreiro, Ela saiba qual sua origem, em que falange trabalha, qual sua especialidade para assim poder convocá-la para determinados trabalho a serem realizados juntamente com outras falanges ou linhas de trabalho.

Texto escrito por Sônia Moreno, Mentora e Babá do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde em, 22/11/2012.

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Cabocla Jurema

CABOCLA JUREMA
CONHECENDO A CABOCLA JUREMA.

Nesse texto falaremos um pouco da Cabocla Jurema, Cabocla linda, tão
conhecida e tão sagrada para nós umbandistas, que até existe um culto
com seu nome.

Acredita-se até que a árvore da Jurema é sagrada onde reside os
Orixás, e é desta árvore que se faz a base do chá chamado “Daime”.

Esta Cabocla linda é a Rainha das Matas, filha mais velha do Caboclo
Tupinambá. Ela teve mais duas irmãs chamadas: Jupira e Jandira, que da
mesma forma que a Cabocla Jurema, são poderosas Entidades de Luz, e
tem seus trabalhos dentro da Umbanda muito bem vistos e respeitados.

A Cabocla Jurema presta sua caridade em qualquer Casa de Cultos de
Umbanda. Faz isso somente por caridade, não admitindo de forma alguma
cobranças pela consulta ou trabalhos. Sua legião é constituída de
grandes Entidades Espirituais, espíritos puros que amparam os
sofredores, utilizando o processo de curas através de passes
magnéticos, ervas e suas vibrações espirituais.

Normalmente a Divina Entidade Cabocla Jurema, quando está
trabalhando, atrai as vibrações de todas as caboclas Juremas, ou seja,
Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema das Matas, ou de todas as
vibrações que se enquadram nessa força espiritual.

Na realidade todas são uma única vibração que trabalham com
ambientes da natureza, como por exemplo: Lua, Sol, Mata, Chuva, Vento
e todas as vibrações naturais.

A Cabocla Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa,
transmitindo coragem e energia. Tem sempre uma palavra de alento e
conforto para aqueles que sofrem de enfermidades, sejam enfermidades
físicas ou mentais.

Essa linda Cabocla nos ensina a entender as dificuldades e nos dá
coragem para suportá-las. Em qualquer lugar onde você esteja, quando o
desespero tomar conta, e a coragem lhe faltar, chame com fé pela
Cabocla Jurema, e sentirá sua força lhe protegendo e lhe amparando.

A Cabocla Jurema, sendo igualmente uma entidade espiritual que
trabalha na linha de Oxossi, é uma “cabocla”, ou divindade evocada no
Catimbó, cultos Afro-brasileiros e mais prestigiada e respeitada na
Umbanda.

Sendo Entidade Guia Chefe da Linha de Oxossi, ela trabalha na legião
constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que
amparam os sofredores e mais necessitados, utilizando o processo de
passes e curas através das ervas e pontos riscados. Chame pela Jurema
nas horas de dificuldade, pois essa cabocla sempre estará ali para
ajudar seus filhos de Fé.

Existem várias dissidências dessa Entidade. Sabendo que a maioria
dos aparelhos de ação da Cabocla Jurema serem filhos e filhas ligados
a Iansã, pois é sua vibração Original, existem ainda outros tipos de
irradiação constituída em vibrações de outros Orixás, fazendo sua
ligação vibratória com Caboclos da mesma linha, conforme relação
abaixo:

Cabocla Jurema da Praia.
Ligação com a Orixá: Iemanjá.
Caboclo de Irradiação: Caboclo 7 Pedreiras.

Cabocla Jurema da Cachoeira.
Ligação com a Orixá: Oxum.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Lírio.

Cabocla Jurema da Mata.
Ligação com o Orixá: Oxossi.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Rompe Mato.

Cabocla Jurema Flecheira.
Ligação com o Orixá: Xangô.
Caboclo de Irradiação: Caboclo 7 Flechas.

Cabocla Jurema do Oriente.
Ligação com o Orixá: Ibeji.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Cobra Coral.

Cabocla Jurema Rainha.
Ligação com Orixá: Oxalá.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Girassol.

Cabocla Jurema Preta.
Ligação com o Orixá: Omulú/Obaluaiê.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Arranca Toco.

Cabocla Jurema da Lua.
Ligação com o Orixá: Ogum.
Caboclo de Irradiação: Caboclo 7 Montanhas.

Cabocla Jurema Mestra.
Ligação com a Orixá: Nanã Buruquê.
Caboclo de Irradiação: Caboclo Araúna.

Como já foi dito anteriormente, a Cabocla Jurema vem na maioria
das vezes com a vibração da Orixá Iansã, portanto não tem uma
especificação a essa Orixá como foi feito acima com os outros Orixás.

A Umbanda tem em Jurema uma força suprema, um respeito digno de
uma rainha, um amor grandioso a essa maravilhosa e linda Cabocla.

Saravá a nossa Cabocla Jurema.

Oração à Cabocla Jurema.

Nossa querida chefe de terreiro! Saravá a Cabocla Jurema!

Jurema, recebi o teu recado
Aqui me tens atendendo o teu chamado
Diante de ti, de joelho a teus pés,
Rainha da Mata Virgem
Jurema, eu sei que és.
Irmã de Oxalá,
Filha de Tupã,
Da linha de Oxossi,
E da legião de Utubatã.
Jupira, Jandira, Janaina e Iracema.
É a falange suprema.
Da linda cabocla Jurema.
Eu encontrei em Jurema,
A redenção e a luz.
A beleza do poema,
Nas máximas de Jesus.
Amai vós tanto na vida,
tanto quanto eu vos amei
Nesta Umbanda querida
Esta é a nossa lei.
Quem nesta tenda chegou,
O nosso Mestre é o Senhor.
Esta mensagem é fraterna,
Esta mensagem é de amor.
Salve o reino de Oxossi,
Onde Jurema é rainha,
Pois um homem sem amor é um morto que caminha.

Saravá Cabocla Linda!

Okê Cabocla Jurema!

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Histórias de Oxum

HISTORIA DE OXUM

 

Oxum sempre foi mulher vaidosa, bela e elegante ofuscava a todos com seu brilho vistoso.

Uma coisa, porém fazia-lhe falta, queria muito saber sobre os mistérios de Ifá. Tinha sede do conhecimento dos oráculos, precisava conhecer o passado, presente e futuro, somente assim se sentiria realizada.

Pensou bastante a respeito e resolveu procurar Exu, usou toda sua doçura e encanto para que ele lhe ensinasse os segredos. Exu sentiu-se atraído pela bela mulher, mas não era de entregar nada gratuitamente e lhe propôs um trato.

Se ela ficasse junto dele por sete anos fazendo todos os serviços de sua casa, entregaria os mistérios que ela tanto desejava. Oxum aceitou e durante todo o tempo do trato, lavou, passou e cozinhou para Exu.

No final do período tratado, Exu cumpriu o que havia prometido e liberou-a. A moça, entretanto havia se apaixonado e mesmo com os segredos em mãos preferiu continuar morando com ele.

Assim viveram por muito tempo em perfeita harmonia.

Um dia Oxum estava à beira de um rio cantando com maviosa voz enquanto penteava os cabelos. Xangô, que por ali passava, escondeu-se para ver de onde vinha tão maravilhosa melodia. Ao deparar-se com a beleza encantadora da bela mulher enamorou-se perdidamente. Impetuoso como sempre, foi até ela e declarou-se. Ela, porém, explicando sua condição de casada e feliz, recusou o amor que o homem dizia sentir. Tomado de fúria, não admitia ser contrariado, agarrou a mulher e levou-a para seu reino onde a trancafiou no alto de uma torre de onde somente sairia para unir-se a ele. Dias e noites sem fim se passaram e Oxum em sua masmorra apenas chorava em desespero. Enquanto isso, Exu vasculhava por todos os cantos do mundo a procura da mulher que aprendera a amar e respeitar.Quando já estava para desistir, resolveu descansar à sombra de uma árvore, quando ouviu um canto melancólico e reconheceu imediatamente a voz que tanto amava. Rapidamente subiu até a torre e tomou conhecimento de tudo que acontecera. Tentou de todas as formas tirá-la dali, mas Xangô havia sido previdente, usara de um artifício mágico que deixava a mulher presa dentro de um circulo e somente ele conseguiria libertá-la. Sentindo-se derrotado, Exu foi embora jurando que voltaria. Andou sorumbático pelos caminhos, a cabeça em turbilhão, quando se deparou com um velho que perguntou o porquê daquela tristeza. Onde estava a alegria tão comentada de Exu? Ele não teve forças para responder, apontou o alto da torre que se via ao longe. O velho era Orunmilá e não precisou de mais detalhes, apenas queria saber o tamanho do amor que unia aqueles dois e a resposta do rapaz foi o suficiente. Tirou um saquinho de sua vestimenta e entregou a ele recomendando que aspergisse seu conteúdo sobre Oxum. Cheio de alegria e esperança Exu voltou correndo à prisão de sua amada. Sem dizer nada apenas jogou sobre ela todo o pó que Orunmilá lhe dera. No mesmo instante Oxum transformou-se em uma linda pomba dourada e saiu voando direto para seu lar onde mais tarde se reencontraram e viveram felizes por muitos anos.

Mãe da água doce, Rainha das cachoeiras, deusa da candura e da meiguice, dona do ouro. Oxum é a Rainha de Ijexá. Orixá da prosperidade, da riqueza, ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe.
Oxum exerce uma ampla influência no comportamento dos seres humanos, regendo principalmente o lado teimoso e manhoso, além daquele espírito maquiavélico que existe em todos nos.
Dizem que “ a vingança é um prato que deve ser servido frio” e a articulação da vingança e seus pormenores tem a influência desta força da Natureza. No bom sentido, Oxum é o “veneno” das palavras, é o comportamento piegas das pessoas, é a forma “metida”, esnobe, apresentada, principalmente pelo sexo feminino. Oxum é o cochicho, o segredinho, a fofoca. Geralmente está presente quando um grupo de mulheres se reúne. É o seu habitat, pois está encantada nas conversas, nos risinhos, nos comentários, nas intriguinhas.
Oxum rege o charme, o it, a pose. Tudo que está ligado à sensualidade, à sutileza, ao dengo, tem a regência de Oxum. Esta força é que desenvolve tais sentimentos e comportamentos nos indivíduos, sendo o sexo feminino o mais influenciado.
Oxum também é o flerte, o namoro, a paquera, o carinho. É o amor, puro, real, maduro, solidificado, sensível. Oxum não chega a ser a paixão. Esta é Iansã . Oxum é o amor, aquele verdadeiro. Ela propicia e alimenta este sentimento nos homens, fazendo-os ser mais calmos e românticos.
Realmente, Oxum é a Deusa do Amor. Sua força está presente no dia-a-dia, pois que não ama de verdade? Embora o mundo de hoje esteja tumultuado demais, ainda existe espaço no coração do homens para o amor. Ele ainda existe, e Oxum é quem gera este sentimentos mágico. Aliais, Oxum está muito intimamente ligada à magia. É sabido pelo povo do candomblé que o filhos de Oxum são muito chegados ao feitiço. E isso tem explicação: Oxum é a divindade africana mais ligada às Yámi Oxorongá, feiticeiras, bruxas. Com elas aprendeu a arte da magia. Por isso, os filhos de Oxum são tão poderosos nesta arte.
Mas a magia está presente em quase tudo que fazemos, principalmente no que se refere ao coração, ao sentimento. Oxum é o encanto desses momentos, sua presença se dá nessas horas.
Oxum é os sentimentos doces, equilibrados, maduros, sinceros, honestos. É o sentimento definitivo, aquele que dura a toda a vida. Oxum é a paz no coração, é o saber que “amo e sou amado”.
Mas ele se encanta também na manha, no denguinho feminino, na vontade de ter algo, apenas por ter. Ela é o mimo, a menininha mal acostumada. É a sensualidade do “biquinho” feminino, quando quer uma coisa. É o charme!
Oxum também é a água doce, o olho d’água, onde encanta seu filho Logun-Éde. É a cachoeira, o rio, que também tem a regência de seu filho. É a queda da água da cascata.
Regente do ouro, ela está presente e se encanta em joalherias e outros lugares onde se trabalha com ouro, seu metal predileto e de regência absoluta. É a protetora dos ourives. Oxum é o próprio outro, e está presente em todas as peças e jóias feitas com este metal.
Entretanto, a regência mais fascinante de Oxum é a fecundação, melhor, o processo de fecundação. Na multiplicação da célula mater – que vai gerar a criança, a nova vida no ventre – Exu entrega a regência para Oxum, que vai cuidar do embrião, do feto, até o nascimento. É Oxum que vai evitar o aborto, manter a criança viva e sadia na barriga da mãe. É Oxum que vai reger o crescimento desta nova vida que estará, neste período de gestação, numa bolsa de água – como ela, Oxum, rainha das águas. É sem duvida alguma, uma das regências mais fascinantes, pois é o inicio, a formação da vida. E Oxum “tomará conta” até o nascimento, quando, então, entregará para Yiá Ori (Iemanjá), que dará destino àquela criança.
Como disse antes, Oxum é uma força da Natureza muito presente em nossas vidas, já que todos nós fomos gerados no útero materno; todos nós convivemos, ainda na barriga da mãe, com Oxum e, num breve sentimento de carinho e amor, estaremos desenvolvendo esta força dentro de nós. Oxum é o amor e a capacidade de sentir amor. E se amamos algo ou alguém é porque ela está viva dentro de nós.

Mitologia
Filha de Oxalá, Oxum sempre foi uma moça muito curiosa, bisbilhoteira, interessada em aprender de tudo. Como sempre fora mimosa e manhosa, além de muito mimada, conseguia tudo do pai, o deus da brancura. Sempre que Oxalá queria saber de algo, consultava Ifá. O Senhor da adivinhação, para que ele visse o destino a ser seguido. Ifá, por sua vez, sempre dizia à Oxalá:
– Pergunte a Exu, pois ele tem o poder de ver os búzios!
E este acontecimento se repetia a cada vez que Oxalá precisava saber de algo. Isto intrigou Oxum, que pediu ao pai para aprender a ver o destino. E Oxalá disse à filha:
– Oxum, tal poder pertence a Ifá, que proporcionou a Exu o conhecimento de ler e interpretar os búzios. Isto não pode lhe dar!
Curiosa Oxum procurou, então, uma saída. Sabia que o segredo dos búzios estava com Exu e procurou-o para lhe ensinasse.
– Ensina-me, Exu! Eu também quero saber como se vê o destino.
Ao que Exu respondeu:
Não, não! O segredo é meu, e me foi dado por Ifá. Isso eu não ensino!
Exu estava intransigente. Oxum sabia disso e sabia que não conseguiria não conseguiria nada com ele. Partiu, então, para a floresta, onde viviam as feiticeiras Yámi Oxorongá. Cuidadosa, foi se aproximando pouco a pouco do âmago da floresta. Afinal, sua curiosidade e a decisão de desbancar Exu eram mais fortes que o medo que sentia.
Em dado momento deparou-se com as Yámi, empoleiradas nas árvores. Entre risos e gritos alucinantes, perguntaram À jovem Oxum:
– O que você quer aqui mocinha?
– Gostaria de aprender a magia! Disse Oxum, em tom amedrontado.
– E por que quer aprender a magia?
– Quero enganar Exu e descobrir o segredo dos búzios!
As Yámi, há muito querendo “pegar Exu pelo pé”, resolveram investir na jovem Oxum, ensinando-lhe todo o tipo de magia, mas advertiram que, sempre que Oxum usasse o feitiço, teria que fazer-lhes uma oferenda. Oxum concordou e partiu.
Em seu reino, Oxalá já se preocupava com a demora da filha que, ao chegar, foi diretamente ao encontro de Exu. Ao encontrar-se com este, Oxum insistiu:
– Ensina-me a ver os búzios, Exu?
– Não e não! Foi sua resposta.
Oxum, então, com a mão cheia de um pó brilhante, mandou que Exu olhasse e adivinhasse o que tinha escondido entre os dedos. Exu chegou perto e fixou o olhar. Oxum, num movimento rápido, abriu a mão e soprou o pó no rosto de Exu, deixando-o temporariamente cego.
– Ai! Ai! Não enxergo nada, onde estão meus búzios? Gritava Exu.
Oxum, fingindo preocupação e interesse em ajudar, perguntou a Exu:
– Eu os procuro, quantos búzios, formam o jogo?
– Ai! Ai! São 16 búzios. Procure-os para mim, procure-os!
– Tem certeza de que são 16, Exu? E por que seriam 16?
– Ora, ora, porque 16 são os Odus e cada um deles fala 16 vezes, num total de 256.
– Ah! Sei. Olha, Exu, achei um, ele é grande!
– É Okanran! Ai! Ai! Não enxergo nada!
– Olha, achei outro, é menorzinho.
– É Eji-okô, me dê, me dê!
– Ih! Exu,. Achei um compridinho!
– E Etá-Ogundá, passa para cá….
E assim foi , até chegar ao ultimo Odu, Inteligente, oxum guardou o segredo do jogo e voltou ao seu reino. Atrás de si, deixou Exu com os olhos ardidos e desconfiados de que fora enganado.
– Hum! Acho que essa garota me passou para trás!
No reino de Oxalá, Oxum disse ao seu pai que procurara as Yámi, que com elas aprendera a arte da magia e que tomara de Exu o segredo do Jogo de Búzios. Ifá, o Senhor da adivinhação, admirado pela coragem e inteligência de Oxum, resolveu dar-lhe, então, o poder do jogo e advertiu que ela iria regê-lo juntamente com Exu.
Oxalá quis saber ao certo o porquê de tudo aquilo e pediu explicações à filha. Meiga, Oxum respondeu ao pai:
– Fiz tudo isso por amor ao Senhor, meu pai. Apenas por amor!
“Ora Yê Yê, amor…. Ora Yê Yê, Oxum…

Dados
Dia: Sábado;
Data: 8 de dezembro;
Metal: latão e ouro, o bronze e o cobre;
Cor: amarelo;
Partes do corpo: todo o rosto, o baixo ventre, o baço; às vezes o coração; patrona do ventre; a terceira visão e a circulação sanguínea (os rios);
Comida: omoolocum e banana fritas;
Arquétipos: calmos, carinhosos, desprendidos, vaidosos, volúveis, altruístas, sonhadores, muito elegantes apaixonados, por jóias, perfumes e vestimentas caras; símbolo do charme e beleza, sensuais, porém reservados, evitam chocar a opinião publicar à qual dão grande importância; sob sua aparência calma e sedutora, escondem uma vontade muito forte, um grande desejo de ascensão social.
Símbolo: abebê

 

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História de Ogum Beira Mar

  História de Ogum Beira Mar Ele é o Senhor da sétima onda do Mar, defensor da calunga grande, senhor da guerra, indomável e imbatível defensor da lei e da ordem, defende os fracos e os que estão em demanda, … Continue lendo

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QUEM É OGUM XOROQUÊ

QUEM É OGUM XOROQUÊ.

Segundo a tradição afro-brasileira, Ogum foi o segundo filho de Yemanjá e Oxalá, devido a isso, ligou-se por uma grande amizade ao irmão mais velho , Exú, que lhe era mais próximo do que os demais irmãos. Aventureiros, os dois andavam sempre juntos. Seus interesses e habilidades eram muito semelhantes:donos das estradas do mundo, enquanto Exú dominava as encruzilhadas, Ogum mandava nas retas dos caminhos. O desbravamento de novos espaços, a abertura de passagens e a luta contra os inimigos constituiam sua vida.
Talvez essa grande união e afinidade explique a existência de uma entidade que reúne as características dos dois Orixás: Exú- Ogum, segundo Nina Rodrigues ( citado por Câmara Cascudo e por Roger Bastide), seria o nome dado pelos iorubás
o Orixá do ferro ( Ogum) sob sua forma de Deus da guerra, ou ao Exú de ferro, uma das duas modalidades gerais de Exu ( a outra é Exú da terra), que simboliza os ossos ( os minérios), o esqueleto do corpo da terra. Essa fusão parece não existir somente no Brasil: Câmara Cascudo também cita o pesquisador Fernando Ortiz, que descreve a existência de uma combinação semelhante, encontrada eventualmente na Santería de Cuba.
De acordo com Fernandes Portugal, Ogum Xoroquê é um Ogum com fundamento em Exú. Já Xogum , segundo o mesmo autor, é um tipo de Ogum que se torna Exu durante seis meses. O fato de ter fundamento em, ou ser periodicamente Exú, significa que esse Ogum tem um componente mágico, podendo realizar feitiços.
De acordo com Olga Cacciatore, Ogum Xoroquê, também chamado de Xogum ( EXÚ DE OGUM) , é um Ogum feroz e briguento, tão bravio que termina por torna-se um Exú. É por isso que ele tem tanta presteza em procurar resolver as demandas de seus filhos- de- fé, assumindo suas brigas e quizilas. O próprio nome da entidade reflete essa característica: em iorubá, xoro + ké significa gritar ferozmente ou cortar cruelmente.
Ainda segundo Cacciatore, Xoxoroquê é o nome dado a essa entidade, quando ela se manifesta sob a forma de Exú.Como todos os exús da Umbanda, ele é mais um servo do Orixá que um Orixá propriamente dito ; desta forma, esta entidade seria um Exú subordinado a Ogum-Xoroquê ( como indica o nome Xoxoroquê , que significa em iorubá guarda de Xoroquê) .
Entretanto , diferente dos demais Exús, este tem duas características únicas: em primeiro lugar, verifica-se que, embora seja da mesma raiz que Ogum, ele assume uma causa como se fosse somente sua , quando outra entidade o requisita, resolvendo o problema por conta própria , e não como mensageiro do Orixá; em segundo lugar, e mais importante, verifica-se que, durante parte do ano, este Exú torna-se o próprio Orixá a que é ligado.
No Candomblé da Nação de Angola , esta entidade é um Boiadeiro.
Chama-se Caboclo Xoroquê – metade caboclo ,metade Exú – , característica que o torna mais arrojado que os demais Caboclos no momento de resolver os casos que lhe são entregues.
No Brasil, o Senhor Xoroquê, como a entidade é respeitosamente chamada por seus fiéis, apresenta-se alternadamente sob duas formas: durante seis meses do ano, é um Ogum, durante os outros seis meses, é um Exú. Porém estes seis meses não são exatamente o primeiro ou segundo semestre e sim dias alternados. Ou seja, o filho de Ogum Xoroke sente em seu organismo quando XExú esta aflorado ou o Ogum. Somente o filho deste Órixa sabe desta mudança. Um dos motivos dos filhos deste órixa serem considerados irresponsavis, pois nínguem nunca sabe o que ele vai fazer, esta pensando são muito imprevisiveis, nem eles sabem qual vai ser a atitude diante de uma situação. Por isso as pessoas tem que ter muita paciência com os filhos de OGUM XOROKE.
Os Zeladores de Santo quando tem um filho deste Órixa sabe que este filho será aquele que sempre ele pode contar e sempre sabe que de vêz em quando some do “BARRACÃO”, mas sempre volta. Os Zeladores já estão tão acostmado com as atitudes destes filhos que os outros Yaôs do “barracão” acham que estes filhos são os protegidos. Mas não. É que Ogum Shoroke esta sempre a flor da pele e os filhos agem de forma muito parecida do Órixa. Resumindo, os filhos de OGUM XOROKE são problemáticos. Porém quando OGUM XOROKE “quizila” com um filho dele. É muito díficil conseguir “agô”. Este filho apanha por um perído de SETE ANOS, QUATORZE e VINTE UM ANOS. Portanto todo o cuidado é pouco. Os filhos de Ogum Xoroke quando apanham de seu pai, apanham de uma forma muito rude em relação aos outros Órixas. OGUM XOROKE só atende aos pedidos feitos pora YEMANJA ou XAPANAN. Por tanto se você é “raspado e catulado” para este Órixa, tome muito cuidado. Não vacile pois ele te dá quase tudo e toma de você inclusive aquilo que ele não te deu. Os filhos de OGUM XOROKE consegue tudo com muita facilidade, isto quando esta em dia com seu Órixa.
Consegue coisas impossiveis que ele nunca imaginou conseguir, coisas materiais e espirituais. Porém tem estar em dia com todas as “obrigações” relacionado ao Órixa. Eu amo meu pai OGUM SHOROKE. Pois foi para ele que meu “mucanã” caiu, foi para ele que o “inje” foi derramado no meu “ori” foi para ele que usei o meu “kelê”.

lendas de ogum xoroquê.

Uma vez ao voltar de uma caçada não encontrou vinho de palma (ele devia estar com muita sede), e zangou-se de tal maneira que irado subiu a um monte ou montanha e Xoroquê (gritou Ferozmente ou cortou cruelmente do alto da montanha ou monte), cobrindo-se de sangue e fogo e vestiu-se somente com o mariwo, esse Ogum furioso chamado agora de Xoroquê, foi para longe para outros reinos, para as terras dos Ibos, para o Daomé, ate para o lado dos Ashantis, sempre furioso, Guerreando, lutando, invadindo e conquistando. Com um comportamento raivoso que muitos chegaram a pensar tratar-se de Exu zangado por não ter recebido suas oferendas ou que ele tivesse se transformado num Exu (talvez seja por isso que chegue a ser tratado como sendo metade exu por muitos do candomblé). Antes que ele chegasse a Ire, um Oluwo que vivia lá recomendou aos habitantes que oferecessem a Xoroquê, um Aja (cachorro), Exu (inhame), e muito vinho de palma, também recomendou que, com o corpo prostrado ao chão, em sinal de respeito recitassem o seus orikis, e tocadores tocassem em seu louvor. Sendo assim todos fizeram o que lhes havia sido recomendado só que o Rei não seguiu os conselho, e quando Xoroquê chegou foi logo matando o Rei, e antes que ele matasse a população Eles fizeram o recomendado e acalmaram Xoroquê, que se acalmou e se proclamou Rei de Ire sendo assim toda vez que Xoroquê se zanga ele sai para o mundo para guerrear e descontar sua ira chegando ate a ser considerado um Exu e quando retorna a Ire volta a sua característica de Ogum guerreiro e vitorioso Rei de Ire.

as conjurações de xoroquê
As conjurações deve ser feitas sempre que se for dar alguma oferenda ou fazer algum pedido.
essas conjurações devem ser feitas por uma unica pessoa e ninguém poderá ver vc fazer essa oração.
PRIMEIRA CONJURAÇÃO: Senhor Xoroquê, Rei do Ouro, Senhor das nobrazas e das farturas, invoco-te por parte do Maioral todo poderoso, para que neste exato momento, coloques teus sete emissários em meu favor, para solucionar o que preciso, no prazo de sete minutos,sete horas ou sete dias, pois para isto foste criado.

SEGUNDA CONJURAÇÃO: Senhor Xoroque, assim como o bode berra, o fogo estala e a fumaça sobre, eu…(diga o seu pedido)quero que meus desejos sejam agora a mim dirigidos, como a luz do sol clareia a terra,tu, com as sete forças do espaço, irás dirigir a mim tudo aquilo que eu quero e preciso neste exato momento, dentro do curto prazo de sete minutos,sete horas ou sete dias, poispara isso foste criado.

TERCEIRA CONJURAÇÃO; Senhor Xoroque,tu que tens o grande poder de aliviar-me de todas as necessidades materiais, neste exato momento suplico e ordeno-te farás com que as tuas sete falanges do espaço venham em meu socorro no curto tempo de sete minutos sete horas ou sete dias, pois para isto foste criado.

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lendas de oxalá

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LENDAS DE OXALA SOBRE OXALÁ Lenda de Oxaguian: Oxaguian (forma Jovem de Oxalá), filho de Oxalufã, valente e guerreiro, desejava ter um reino a qualquer custo. Dois reinos vizinhos estavam em guerras, e seus habitantes consultaram os babalaôs sobre o … Continue lendo

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Caboclo Arco-íris

Caboclo Arco-íris…

 
Aquele que trabalhou pela união dos povos!
 
A história do Caboclo Arco-íris dessa Seara ocorreu entre o século XVIII e XIX, em meio a Colonização Inglesa do Canadá. Ele atua na vibração de Oxumaré na Linha das Águas da Umbanda Sagrada (como assim foi determinado pelo Caboclo Sete Encruzilhadas, através de Zélio de Morais e está definido na Apostíla de Umbanda do Grande ABC Paulista).
Os primeiros habitantes do Canadá eram os aborígenes: algonquinos, esquimós, iroqueses sioux, entre outros. Pelo estudo geográfico, estes povos teriam migrado da Ásia para a América do Norte há milhares de anos! Isso pode ter ocorrido há cerca de 30 mil anos ou mais, quando alguns sobreviventes da Grande Nevasca e dos Grandes Cataclismas, atravessaram uma faixa de terra, entre a Sibéria e o Alaska. Porém, os primeiros europeus a pisar em solo canadense foram os Vikings. Eles iniciaram uma colonização que produziu uma série de enfrentamentos contra os nativos, mas foram obrigados a se retirar em 1010 d.C., pela insurreição dos nativos.
O primeiro europeu a reivindicar o território canadense foi o navegador italiano Giovani Caboto ou “Jhon Cabot“, em 1497, estando a serviço da Coroa Britânica. Porém, a colonização da região, só foi iniciada em 1554, pelos franceses. Jacques Cartier desembarcou no golfo de São Lourenço e tornou a região conhecida como “Nova França”. Durante o século XVIII, houve vários enfrentamentos armados pelo domínio das terras entre a Inglaterra e a França. Essa guerra ocorreu no vale de Ohio, de 1754 até 1763, quando os franceses assinam o Tratado de Paris e cederam seus territórios aos ingleses. Em 1791, mediante a Ata Constitucional, a Inglaterra dividiu o território canadense em “Quebec” e “Ontário” – cuja população é francesa e inglesa, respectivamente.
Foi, justamente nesse período que viveu o Caboclo Arco-íris. Ele recebeu esse nome pois gostava muito de observar a Aurora Boreal, que se formava na baixa estação ou estação mais fria do ano e ficava encantado com o Arco-íris, da alta estação ou da estação mais quente. Desde criança, ele tentava reproduzir com as tintas extraídas das plantas o espetáculo de cores que via. Seu pais diziam: “-Esse menino é diferente, pois não se interessa pelas coisas da tribo.” Mas, quando ele cresceu, procurou aprender todos os costumes dos dois povos da região e tornou-se eloquente em suas dissertações com os Chefes dos dois lados. Ele procurava negociar a paz e evitar a guerra. Então, no século XIX, os Estados Unidos pareciam ameaçar a hegemonia britânica no Canadá e Ele preocupou-se com uma possível guerra. Pediu ao Grande Pai de Todas as Criaturas que olhasse por eles… E em 1867 foi criada a “Confederação Canadense”, com a Ata da América do Norte Britânica; que uniu a Nova Escócia, New Brunswick, Quebec e Ontário.
Assim, o Caboclo Arco-íris percebeu que conseguira cumprir sua missão de apaziguador e poderia descansar em paz. Seu espírito deixou a Terra dos Homens, para habitar o Mundo do Grande Espírito. Mas, Ele acompanhou de longe todos os acontecimentos que ocorreram depois: “Durante a I Guerra Mundial, o Canadá apoiou ativamente os aliados, enviando mais de 600.000 homens e 556 navios da marinha mercante.  Em 1931, o Parlamento Britânico cedeu ao Canadá sua autonomia legislativa, através do Estatuto de Westminster. Mesmo assim, em 1939, o Canadá declara guerra à Alemanha em apoio à Grã Bretanha. Mas, foi somente em 1982, que o Canadá obteve sua total independência da Coroa Britânica (graças à nova Lei Constitucional). Após a II Guerra Mundial, aumentou a diversidade cultural canadense devido à chegada de imigrantes asiáticos, sul-americanos, europeus e caribenhos.
Hoje, esse Xamã das Luzes Coloridas, como também é conhecido, cumpre sua missão de grande Ordenador da Paz Universal. Quem tem o Privilégio de Tê-lo como Mentor deve ser agradecido e agir com humildade em suas ações. O Caboclo Arco-íris acompanha somente médiuns dedicados e de bom coração.

São Jerônimo…

 Um Xangô Airá no Reino da Jurema!

São Jerônimo recebeu ao nascer o nome de Eusebius Sophronius Hieronymus em latim, na região de Estridão (em Dalmácia, Roma) no ano de 347. Ele foi um padre cristão, conhecido principalmente por traduzir a Bíblia do grego e do hebraico para o latim. É o padroeiro dos bibliotecários, dos tradutores e patrono dos (as) secretários (as). A edição de São Jerónimo, a “Vulgata” (publicada em 400 d.C.), ainda é o texto bíblico oficial da Igreja Católica Romana. Ele faleceu em Belém em 30 de setembro de 420 – data de sua festividade.
Na Umbanda, São Jerônimo foi sincretizado com Xangô, Orixá da Justiça, do Relâmpago, do Fogo e da Pedreira. É, muitas vezes, considerado um “Airá” – Xangô Velho. O nome Ayìrà significa: Redemoinho – encontro dos ventos. Redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano.
Na África, Airá é um Orixá relacionado à família do raio e do vento; zela pela paz e pela justiça de forma incondicional. Ao contrário de Oxalá, que representa a paz, Airá estabelece a paz e possui uma ação mais imediata em suas funções. Ele pode ser qualificado como um “sentinela” de Oxalá, aquele que aplica e estabelece a lei. Ou seja, Airá cumpre a vontade do Pai! Por isso, o sincretismo com São Jerônimo é o mais apropriado a esse Xangô.
Airá é pouco conhecido e cultuado no Brasil. Na Umbanda não se falam em “qualidades” ou Dijinas de Orixás, mas na Linha de Xangô, as Entidades apresentam-se usando seu sincretismo, como: Agodô, Aganju, Alafiá ou Alafim, Kaô, Alufan, Abomi, entre outros. Ou então, podem usar “títulos” como: Sete Pedreiras, Sete Cachoeiras, Sete Montanhas, Sete Fogueiras, Sete Relâmpagos, Sete Raios, Pedra Preta, Pedra de Fogo, Serra Dourada, Machado de Fogo, etc.
 
Por que o leão sentou-se próximo a São Jerônimo?
“Em uma tarde de estudos, São Jerônimo sentou-se com seus amigos monges nos arredores do monastério, em Jerusalém. Enquanto ouviam a lição do dia, um gigantesco leão aproximou-se andando apenas em três patas. O caos seguiu-se e todos os monges correram mas, São Jerônimo, calmamente, levantou-se e foi ao encontro do felino.
O leão não podia falar, mas ofereceu a sua pata ferida ao padre. Jerônimo examinou-a e pediu, a um dos monges menos medrosos, um balde com água. Lavou a pata ferida e notou que haviam alguns espinhos. Jerônimo retirou com cuidados os espinhos e aplicou uma pomada sobre os ferimentos. Todo esse cuidado amansou o leão, que ia e vinha pacificamente onde estava São Jerônimo, como se fosse um animal doméstico. Deste episódio Jerônimo disse: -Pensem sobre isto e vocês encontrarão várias respostas. Eu creio que não foi tanto para a cura de sua pata que Deus o enviou, pois Ele curaria a pata sem a nossa ajuda, mas enviou o leão para nos mostrar o quanto Ele estava ansioso para prover o que necessitamos para o nosso bem.
Os irmãos sugeriram que o leão poderia ser usado para acompanhar e proteger o jumento que carregava a lenha para o monastério. E assim foi por muito tempo… O leão guardava o jumento enquanto este ia e vinha. Um dia entretanto, o leão ficou cansado e dormiu, enquanto o jumento pastava. Mercadores de óleos egípcios, que por ali passavam, levaram o jumento. Quando o leão acordou, passou a procurar o outro animal com incrível ansiedade! Procurou o dia todo mas, no final do dia voltou e ficou parado no portão do monastério. Sentiu-se consciente de sua culpa e ficou cabisbaixo.
Quando os outros monges o viram, concluíram que o leão tinha comido o jumento. Então, recusaram-se a alimentar o leão e o enxotaram. Mas, ainda restava a dúvida se o leão havia ou não matado o jumento… E assim Jerônimo mandou que eles procurassem pela carcaça do mesmo, mas eles não  a encontraram. Os monges deram a notícia a São Jerônimo que falou: -Eu fico triste pela perda do asno, mas não façam isto com o leão. Tratem dele como antes, dêem-lhe comida e ele fará o serviço do jumento. Façam com que ele traga em seu lombo algumas  peças de lenha. E assim aconteceu.
O leão regularmente fazia a sua tarefa, mas continuava a procurar o seu velho companheiro. Um dia, ele subiu uma colina e viu na estrada homens montados em camelos, mas um deles estava montado em um jumento. Ele foi então ao encontro deles. Ao se aproximar, o leão reconheceu o seu amigo e começou a rugir. Os mercadores assustados correram e deixaram o jumento, os camelos e a carga para trás.
O leão, então, satisfeito, conduziu os animais para o mosteiro. Quando os monges viram aquela cena inusitada, de um leão liderando um jumento com camelos, correram contar para Jerônimo. Este foi lá, abriu os portões e disse: -Tirem a carga dos camelos e do jumento, lavem suas patas e dêem comida a eles e esperem para ver o que Deus tinha em mente para mostrar a este seu servo quando nos deu o leão.
Quando suas instruções foram cumpridas, o leão começou a rugir de novo e a balançar o seu rabo alegremente. Os irmãos, com remorso, por pensarem mal do pobre leão, disseram uns aos outros: -Irmão, confie na sua ovelha, mesmo se por um tempo ela pareça um ganancioso rufião… E Deus fará um milagre para curar o seu caráter!
Nesse meio tempo Jerônimo sabendo o que viria disse: -Meus irmãos fiquem preparados e preparem refrescos, porque novos hóspedes virão e deverão ser tratados sem embaraços. Assim, os monges se preparam para receber as visitas. Em pouco tempo os mercadores estavam no portão. Foram bem recebidos, mas se prostraram aos pés de São Jerônimo e pediram perdão por sua falhas. Gentilmente Jerônimo disse: -Dêem os refrescos a eles e deixem partir com os seu camelos e suas cargas.
Os mercadores ofereceram metade do óleo, que os seus camelos carregavam, para as lâmpadas do mosteiro e mais alguns alimentos para os monges. O chefe dos mercadores estão disse: -Nós daremos todo óleo que vocês precisarem durante todo ano. E nossos filhos e netos serão instruídos de seguirem esta ordem. E, ainda, nada de sua propriedade será jamais tocada por qualquer um de nós!
São Jerônimo aceitou e os mercadores fizeram esse acordo. Estes aceitaram os refrescos e partiram tranquilos para o seu povo. São Jerônimo então disse aos demais monges: -Vejam, meus irmãos, o que Deus tinha em mente, quando nos mandou o seu leão!
 

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Lendas de Exu

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QualidadesLENDAS DE EXÚ                        SOBRE EXÚ Exú é o 1º nascido da existência e, como tal, o símbolo do elemento procriado. Mensageiro dos orixás , elemento de ligação entre as divindades e os homens, a um tempo mais próximo … Continue lendo

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Lendas de oxossi

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LENDAS DE OXOSSI        SOBRE ODÉ (OXOSSI) É o orixá caçador, que vive nas florestas e nas terras verdes não cultivadas. Está associado à lua e à noite, por ser o melhor momento para a caça. Sua técnica consiste … Continue lendo

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lendas de ossain

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LENDAS DE OSSAIN                        SOBRE OSSAIN Originário de Iraô, atualmente na Nigéria, não fazia parte dos 16 companheiros de Odùdùwa quando na chegada de Ifá (Orunmilá). Patrono da vegetação rasteira, das folhas e de seus preparos, defensor da saúde, é a divindade … Continue lendo

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LENDAS DE OXUMARÊ

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SOBRE OXUMARÊ Oxumarê, filho mais novo e preferido de Nanã, irmão de Omulu. É uma entidade branca muito antiga, participou da criação do mundo enrolando-se ao redor da terra, reunindo a matéria e dando forma ao Mundo. Sustenta o Universo, … Continue lendo

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LENDAS DE OMOLU

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LENDAS DE OMOLU                     SOBRE OMOLU Olodumarê, um dia decidiu distribuir seus bens. Disse aos seus filhos que se reunissem e que eles mesmos repartissem entre si as riquezas do mundo. Ogum, Exú, Orixá Ocô, Xangô, Xapanã e os outros … Continue lendo

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LENDAS DE TEMPO

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LENDAS DE TEMPO                       SABRE TEMPO Quatro é o número da Terra; quatro foram os dias que Olorum levou para criar o mundo; a cada dia, Olorum criou quatro Odus – num total de 16; quatro são as estações do ano: … Continue lendo

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LENDAS DE IROKO

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LENDAS DE IROKO                                     SOBRE IROKO Orixá representado pela mais suntuosa árvore das casas de candomblé e o guardião das matas. Representa a dinastia dos orixás e ancestrais, seus filhos são raríssimos na religião, porém, não há nada mais bonito de … Continue lendo

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LENDAS DE EWA

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LENDAS DE EWA SOBRE EWÁ … a Maldição Corre a lenda entre as casas antigas da Bahia que cultuam Yewa, que certa vez indo para o rio lavar roupa, ao acabar, estendeu-a para secar. Nesse espaço veio a galinha e … Continue lendo

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Caboclo 7 montanhas

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MENSAGEM DO CABOCLO SETE MONTANHAS     Era dia quando acordei, tremendo de frio e com muita febre; o pajé ao meu lado fazendo suas orações e convidando nossos antepassados com a autorização de Tupã; eu não podia ver direito … Continue lendo

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Nomes de caboclos na umbanda

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NOMES DE CABOCLOS NA UMBANDA   Os nomes usados pelas entidades espirituais, que apresentam-se como Caboclos, na Umbanda podem ser nomes indígenas de pessoas, como por exemplo: Cabocla Jurema ou podem ser referências a tribos ou troncos linguísticos, como Tupinambá. … Continue lendo

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lendas de xangô

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SOBRE XANGÔ Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no Brasil. Isso porque foi ele o primeiro Deus Iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras. Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes … Continue lendo

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LENDAS DE OBÁ

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LENDAS DE OBÁ SOBRE OBÁ É a princesa guerreira, Orixá feminino de Nagô (Iorubá), nascida de Orungá e do ventre de Yemanjá, depois de um incesto de Orugan. Em toda a África Obá era cultuada como a grande deusa protetora … Continue lendo

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lendas de yansã

LENDAS DE IANSÃ                                              SOBRE IANSÃ Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura das mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa terra e também na África, onde é predominantemente cultuada sob … Continue lendo

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LENDAS DE OXUM

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LENDAS DE OXUM SOBRE OXUM Conta-nos uma lenda, que Oxum queria muito aprender os segredos e mistérios da arte da adivinhação, para tanto, foi procurar Exú. Exú, muito matreiro, falou à Oxum que lhe ensinaria os segredos da adivinhação, mas … Continue lendo

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LENDAS DE IEMANJÁ

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  LENDAS DE IEMANJÁ SOBRE IEMANJÁ Iemanjá (yemanjá), a Rainha do Mar, mãe de quase todos os orixás, é exaltada por negros e brancos. Iemanjá, possui vários nomes: sereia do mar, princesa do mar, rainha do mar, Inaé, Mucunã, Dandalunda, … Continue lendo

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LENDAS DE LOGUN EDÉ

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LENDAS DE LOGUN EDÉ SOBRE LOGUM EDÉ DIA: Quinta-feira CORES: Azul-turquesa e Amarelo-ouro SÍMBOLOS: Balança, Ofá, Abebè e Cavalo-marinho ELEMENTOS: Terra (floresta) e Água (de rios e cachoeiras) DOMÍNIOS: Riqueza, Fartura e Beleza SAUDAÇÃO: Logun ô akofá!!! Logun Edé (lógunèdè) … Continue lendo

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LENDAS DE NANÃ

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LENDAS DE NANÃ SOBRE NANÃ A mais velha divindade do panteão, associada às águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e dos mares. O único Orixá que não reconheceu a soberania de Ogum por ser … Continue lendo

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Linha de Boiadeiros

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São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda. Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o … Continue lendo

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Mensagem de Uma Cigana

Mensagem de Uma Cigana Durante toda a caminhada, mantivemo-nos vigilantes de nossos filhos. Dentre ao que nos é permitido: zelamos, defendemos, acolhemos, aconselhamos, ralhamos, acarinhamos e ensinamos. Alguns acompanharam nossas caravanas, por prados, florestas, montanhas, lamaçais, durante a ventania, o … Continue lendo

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O PASSE NA UMBANDA

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O PASSE NA UMBANDA O passe nada mais é que um auxilio produzido pela doação de fluidos . O passe é uma troca de energia, é um remédio que recebemos quando não estamos nos sentindo muito bem e que nos … Continue lendo

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faz caridade fio

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Faz caridade fio, faz caridade fio! Assim era as fala do negro Ambrósio através do aparelho mediúnico que lhe servia de canal para fazer proseador. Não era a primeira que aquele consulente ouvia esse conselho do Pai Velho, já havia … Continue lendo

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Orixás

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ORIXÁS Os orixás são deuses africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá os aproxima dos seres humanos, pois eles se manifestam através de … Continue lendo

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Abrindo Olhos

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Abrindo Olhos Por LUCIANA GIMENES (Mensagem enviada pela Pombagira Rosa Caveira) ? Venho esta noite passar para ti e para quem quiser saber. Vocês não imaginam o quanto são abençoados e mesmo assim reclamam das dores sofridas, dores estas causadas … Continue lendo

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Oração a Ogum

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ORAÇÃO à OGUM O homem bom,o que confia em Deus, está seguro de todo o perigo. Aquele que permanece debaixo da segurança do Altíssimo descansará Seguro,debaixo da proteção de OGUM. Ele dirá ao Senhor : Tu es o meu defensor … Continue lendo

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Em sintonia com Deus

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EM SINTONIA COM DEUS Não sei se já notaram que a maioria das pessoas quando reza ou procura um templo, seja de qualquer religião, vai para fazer basicamente uma coisa: Pedir. Pedimos de tudo desde um emprego até as coisas … Continue lendo

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PANELINHAS DO TERREIRO

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PANELINHAS DO TERREIRO Por Fabiana Carvalho Quando um médium entra no corpo mediúnico de uma casa, normalmente chega cheio de empolgação, grandes expectativas e uma vontade gigante de desenvolver suas mediunidades, incorporar seus Guias e se aproximar dos Orixás e … Continue lendo

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Mensagens de Preto Velho Pai Jeronimo

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Mensagens de Preto Velho Pai Jerônimo Trabalho na linha de pretos velhos com esta maravilhosa entidade. Um certo dia, ele atendeu de uma senhora que lhe veio consultar sobre um tumor nos seios, diagnosticado por uma mamografia. Passes daqui, trabalhos … Continue lendo

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A Falange dos Erês

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A Falange dos Erês, dos Ibejis, das Crianças na Umbanda São a alegria que contagia a Umbanda. Descem nos terreiros simbolizando a pureza, a inocência e a singeleza. Seus trabalhos se resumem em brincadeiras e divertimentos. Podemos pedir-lhes ajuda para … Continue lendo

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Tranca Ruas

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Tranca Ruas Existia um médium de Tranca Ruas, muito pobre, e seu dinheiro mal dava para pagar suas passagens, quando ia trabalhar e depois se deslocar para o Centro Espiritualista, onde exercia sua mediunidade. Certa ocasião, teve que ficar até … Continue lendo

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Pai Cipliano

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Os valores e a responsabilidade da fé. Muito eles nos dizem com o intuito de que possamos, através da repetição, pensarmos se houve aprendizado ou estamos de recuperação na escola da vida. Nos questionam quais são nossos objetivos? Quais são … Continue lendo

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Exu Caveira do Mar

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Eu sou Exu Caveira do Mar, venho na irradiação da Geração, filho de Omulu e Iemanjá, que me acolheu em seus braços, como só uma mãe o faz. Fui errante em muitos dos meus desatinos, hoje galgo minha evolução em … Continue lendo

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Ossaim

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Ossain , òsányìn é a detentora do segredo de todas as ervas existentes. Cada divindade tem as suas ervas e folhas particulares, mas só òsányìn conhece profundamente o poder ou axé das folhas. O poder de òsányìn está num pássaro que … Continue lendo

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Pontos Cantados de xangô

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Pontos de Xangô Pedra rolou Xangô Lá na pedreira Segura a pedra meu Pai Na cachoeira Tenho o meu corpo fechado Xangô é meu protetor Firma seu ponto meu Pai Pai de cabeça chegou =========================================== Xangô, ele rei da pedreira … Continue lendo

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